O índice da construção civil caiu e encerrou o mês de fevereiro com variação de 0,45% no Amazonas. A queda foi de 0,08 ponto percentual em relação a janeiro, quando o indicativo começou o ano com oscilação em 0,53%. A desaceleração no Estado segue o ‘trilho’ do desempenho brasileiro, cujo indicador baixou de 0,39% em janeiro para 0,32% no último mês, conforme dados do Sinapi (Índice Nacional da Construção Civil), calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em convênio com a Caixa Econômica Federal, divulgado na semana passada.
A variação do índice no Amazonas ficou 0,13 ponto percentual acima da média nacional, mas 0,15 ponto percentual abaixo da média regional (0,60%), a maior entre as regiões geográficas brasileiras, por conta da influência dos indicadores do Amapá (0,66%) e do Pará (1,12%) – devido à pressão exercida por reajustes salariais entre as categorias profissionais no Estado Vizinho.
De acordo com o vice-presidente do Sinduscon-AM (Sindicato das Indústrias da Construção no Civil do Amazonas), Francisco Flauber, a desaceleração é resultado da estabilidade no preço itens-base do setor. “Alguns produtos, como o cimento, concreto e aço, estão com custos estáveis ou subiram muito pouco em fevereiro. Além disso, não houve variação na demanda”, disse. Conforme o dirigente, esse é um “bom momento para investir em imóveis”.
No ano de 2009, o acumulado estadual já está em 0,98%, indicativo superior às medias regional (0,90%) e brasileira (0,71%). Considerando o índice do bimestre, a média local é a sexta mais alta do país, atrás somente do Maranhão (3,20%), Minas Gerais (1,35%), Pará (1,29%), Acre (1,05%) e Pernambuco (1,02%). O acumulado dos últimos 12 meses no Estado, de 13,45%, também está acima das variações percentuais da região (13,11%) e nacional (11,55%), figurando como o quarto mais alto do Brasil. Os primeiros são Acre (15,34%), Rondônia (14,63%) e Pernambuco (13,53%).
Valor médio sobe
Ao contrário da variação mensal, o custo médio da construção por metro quadrado no Amazonas subiu, passando de R$ 711,02, em janeiro, para R$ 714,22, diferença percentual de quase 0,5% para mais. O valor é um dos mais altos do país, atrás somente do indicativo de Roraima (R$ 777,55), Rio de Janeiro (R$ 750,11) e São Paulo (R$ 749,80). O dado local é ainda 4,8% superior à media nacional de custo por metro quadrado, calculado em R$ 681,58%, conforme o IBGE.
O vice-presidente do Sinduscon-AM, Francisco Flauber, explicou que a distância geográfica da região Norte em relação ao eixo Sul-Sudeste, aliada às condições climáticas locais influenciam na composição do custo por metro quadrado. “Nos primeiros meses do ano, a matéria-prima para a construção civil é mais escassa, por conta do período chuvoso o que, naturalmente, acaba influindo no preço dos produtos”, justificou, acrescentando que os gastos com frete no transporte dos itens importados do Sudeste são repassados ao consumidor. Mas, segundo ele, a tendência é de queda no valor dos produtos nos próximos meses.
De acordo com o Instituto, o custo do metro quadrado na construção civil em fevereiro é composto pela leve baixa na parcela dos materiais (de 0,53% para 0,49%, na análise mês a mês), aliada à componente mão-de-obra que recuou, com taxa de 0,08% em fevereiro contra 0,18% de janeiro. Em ambos os resultados ficaram abaixo também daqueles registrados em fevereiro de 2008 (0,67% e 0,10%, respectivamente).
Dos R$ 681,58 necessários para cada metro quadrado em fevereiro no país, R$ 399,70 são relativos aos gastos com materiais e R$ 281,88, com a mão-de-obra. No ano de 2009, a alta dos materiais atingiu 1,02%; e, em 12 meses, chegou a 13,42%. Nesses mesmos períodos, a mão-de-obra registrou acumulados de 0,27% e 9,01%.
Destaques regionais
No conjunto das regiões geográficas, o Norte (0,60%) e o Sudeste (0,35%) se destacaram, em fevereiro, com as maiores altas, situando-se acima da média nacional (0,32%). Os demais resultados foram os seguintes: Nordeste, 0,32%; Centro-Oeste, 0,16%; e Sul, 0,14%.
A região Norte também apresentou os acumulados mais elevados no ano (0,90%) e em 12 meses (13,11%). No outro extremo, o menor acumulado no ano coube à região Sul (0,56%) e, nos últimos 12 meses, ao Nordeste (10,95%). Já os custos regionais por metro quadrado foram R$ 721,35 no Sudeste; R$ 680,98 no Norte; R$ 671,58 no Sul; R$ 650,37 no Centro-Oeste; e R$ 638,27 no Nordeste.







