Mineradora continua atividades

Em: 14 de julho de 2016

A empresa Potássio do Brasil continua os trabalhos destinados a instalação da mineradora para explorar cloreto de potássio no município de Autazes, mesmo após o MPF-AM (Ministério Público Federal do Amazonas) recomendar ao Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) o cancelamento da licença prévia, documento que autoriza o início das atividades. Segundo o Ipaam, até o momento o MPF não oficializou a solicitação ao órgão ambiental. Logo, a mineradora permanece autorizada a continuar as atividades.
Uma fonte ligada à empresa Potássio do Brasil, que pediu para não ser identificada, informou que os estudos técnicos têm continuidade. Porém, após a divulgação do pedido feito pelo MPF, o departamento jurídico da mineradora analisa o caso para posteriormente se posicionar quanto ao assunto. A fonte declarou que a notícia surpreendeu aos representantes porque todos os procedimentos têm sido feitos com cautela com o intuito de atender a todas as exigências legais.
A empresa solicitou o estudo do componente indígena à Funai (Fundação Nacional do Índio). Este estudo aborda a questão dos indígenas residentes nas áreas próximas ao local de instalação da mineradora. Porém, até o momento a empresa não obteve resposta quanto ao relatório.
“Tudo vem sendo feito com muito cuidado. Houve sim atraso na entrega do estudo do componente indígena, por parte da Funai. Mas, nada parou. Os estudos continuam. Porém, não há exploração, mas somente monitoramentos”, informou.
A fonte ainda disse que após a conclusão dos trabalhos jurídicos a empresa fará declarações à imprensa.
Segundo a assessoria de comunicação do Ipaam, até a tarde de terça-feira a recomendação feita pelo MPF ainda não havia sido oficializada ao órgão ambiental. A assessoria afirmou que a Potássio do Brasil continua autorizada a exercer as atividades, liberação que foi concedida mediante estudos técnicos, em 2015. O instituto aguarda a notificação por parte do ministério público.
O projeto mineral visa a extração e beneficiamento de cloreto de potássio. A previsão para a instalação do projeto é até 2018, que deverá consumir nas obras de instalação da mineradora recursos da ordem de R$ 5 a R$7 bilhões, quando deverá gerar cerca de 3,8 mil empregos, desse total, 3 mil indiretos. Os investimentos destinam-se à construção de uma mina subterrânea, uma fábrica de processamento e infraestrutura para escoamento da produção, que contemplará instalações portuárias, em território do município de Autazes.
Além dos testes de beneficiamento, os trabalhos para a implementação do projeto também contemplam questões como os estudos ambientais da região onde a mineração será instalada; o planejamento da lavra, que será subterrânea, possibilitando um impacto superficial mínimo assim como o dimensionamento dos equipamentos de mina; o levantamento topográfico para o planejamento de vias de acesso e escoamento da produção; e estudos de fornecimento de energia para a operação.
O funcionamento da mineração terá como base um projeto de lavra subterrânea, com extração de minérios por meio de dois poços com elevadores, um destinado aos colaboradores operacionais e outro, separado à produção e aos equipamentos, semelhante à mina de Taquari-Vassouras, em Sergipe. Até o momento a empresa investiu R$180 milhões no projeto de instalação da nova mineradora.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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