A despeito da redução no crédito bancário internacional, que tem atravancado investimentos no setor de comunicações à distância, a fábrica da Nokia anunciou na manhã de ontem que pretende produzir no PIM (Polo Industrial de Manaus) o modelo mais avançado de suas linhas de telefonia móvel, o Nokia Series N85.
A decisão de trazer o aparelho para ser produzido na capital amazonense levou a companhia a investir mais de R$ 25 milhões em adaptações de sua planta fabril na segunda metade do ano passado, onde faturou US$ 440 milhões em exportações, abocanhando 35% do mercado brasileiro.
O diretor-geral da fábrica de Manaus, Mauro Correa, disse que a escolha pelo PIM, em detrimento a países como México e Finlândia, reflete a importância do mercado interno para a empresa e o grau de maturidade do consumidor brasileiro. “O país é o 8º maior mercado da Nokia Global, mostrando que está cada vez mais desenvolvido e exigente. Além disso, expõe a relevância de nossa estrutura em Manaus”, afirmou.
Embora não tenha revelado números nem estimativas de produção inicial, Correa asseverou que a companhia finlandesa não vai criar uma linha de montagem exclusiva, mas deve utilizar mão-de-obra e equipamentos já disponíveis para desenvolver a nova tecnologia. “Estamos priorizando, nesse primeiro momento, a capacitação da mão-de-obra já existente para assumir as fases de toda a cadeia produtiva. É importante ressaltar que, embora a produção local inicie apenas em abril, o novo modelo já estará no mercado a partir da segunda metade deste mês”, revelou.
Vantagens do gadget
Com memória de 8GB, o Nokia N85 traz câmera de cinco megapixels com lente Carl Zeiss, vídeo com qualidade similar a DVD (30 quadros por segundo), transmissor FM, bluetooth e GPS integrado com o programa Nokia Mapas 2.0, recurso de navegação que é uma tendência no mercado brasileiro. A Nokia é apontada como a primeira empresa do mercado a integrado esse recurso na telefonia móvel.
Tecnologia representa nova fase da indústria em nível
mundial
Para o presidente da Nokia, Almir Narcizo, o anúncio da produção do novo modelo representa uma nova fase da fábrica em nível mundial. Ele disse que pela primeira vez o país vai produzir um aparelho voltado especificamente ao mercado high-end, frisando que a companhia tem reservas financeiras suficientes para evitar empréstimos no sistema bancário internacional. “Trata-se de um momento importante de mudança de paradigma que tem tudo a ver com a proposta de tecnologia difundida em nível mundial. Esperamos que fique claro que estamos prontos para atender as demandas do mercado brasileiro com uma fabricação local em série”, ressaltou o executivo.
Além do Nokia N85, outros 15 aparelhos são montados atualmente na fábrica, que alimenta o mercado brasileiro e países da América Latina.







