Montadoras paulistas estudam possibilidade de se instalar no PIM

Em: 14 de maio de 2008
Empresários estiveram recentemente em Manaus, onde, além de visitar algumas indústrias, verificaram as vantagens comparativas, levando em conta gargalos de infra-estrutura.
Empresários estiveram recentemente em Manaus, onde, além de visitar algumas indústrias, verificaram as vantagens comparativas, levando em conta gargalos de infra-estrutura.

Sete fornecedores paulistas de componentes para empresas de duas rodas instaladas no PIM (Pólo Industrial de Manaus) estudam a possibilidade de trazer fábricas para a capital amazonense. Na semana passada, o grupo visitou cinco montadoras do PIM para prospectar novos negócios. Mas, antes de se decidir pelo investimento, os empresários estão verificando as vantagens comparativas do pólo e levando em conta gargalos de infra-estrutura.
O objetivo dos fabricantes de bens intermediários é aproveitar a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para se aproximar da clientela do PIM e aumentar o volume de negócios. No caso das montadoras, há o interesse de reduzir custos de logística e ganhar agilidade na produção. Dependendo da empresa, há também a meta de atender exigências de PPB (Processo Produtivo Básico) quanto à regionalização de componen tes.
Para o empresariado paulista, no entanto, ainda há entraves à vinda de investimentos. Um deles é a elevação do custo dos imóveis industriais na capital, em função do aumento da procura nos últimos anos. “Se fossemos produzir aqui, empregaríamos, em um primeiro momento, 200 funcionários. O problema é o custo do imóvel. Fala-se em R$ 150 por metro quadrado”, lamentou o diretor-executivo da Diafrag, José Flávio Gonçalves.
Especializada na produção de peças de sistemas de freio, cubos de roda e partes de motor, a firma fornece para 30 clientes em São Paulo e dois em Manaus, tendo crescido 25% no acumulado do ano. Desde 1984 no mercado, a Diafrag emprega 300 funcionários no interior daquele Estado, onde já investiu R$ 100 milhões.

Descarte de
resíduos
Para a NHK, fabricante de parafusos para 12 clientes no PIM (duas rodas e eletroeletrônicos) e cem em São Paulo (indústria automobilística, autopeças e informática) –onde emprega 200 funcionários–, o maior problema é o custo do descarte de resíduos industriais.“A perspectiva é atraente, mas nossa atividade depende da infra-estrutura necessária e é isso que estamos averiguando. A fabricação é relativamente simples, mas o custo do envio de resíduos para descarte, de São Paulo para o Paraná, é elevado. Ainda não sabemos quanto seria essa despesa se a operação partisse daqui de Manaus”, explicou o vice-presidente da NHK, Takeshi Sakahida.
A preocupação da Amemiya, indústria de usinagem de precisão e, até então fornecedora exclusiva de uma grande montadora do pólo, é semelhante. “Há problemas na terceirização das etapas industriais de banho de zinco e tratamento térmico. Pelo que sabemos, há apenas um fornecedor”, lamentou o presidente e fundador da Amemiya, Hirobumi Kazuo.

Meta é aumentar negócios

Operando há 43 anos, a empresa já investiu US$ 100 milhões em suas três unidades fabris em São Paulo, onde trabalha com mais de 650 empregados, entre diretos e indiretos. Conta com quatro clientes dos pólos de duas e quatro rodas e registrou crescimento de 30% nos últimos 12 meses.
Apesar das ressalvas, alguns empresários avisam que dependem apenas do aumento do volume de negócios para se decidir por um investimento em Manaus. “A meta é desenvolver mais quatro clientes no pólo para termos a estrutura necessária para montar uma unidade na cidade”, ressaltou o gerente comercial da Dis-Bras, Flaviano de Abreu. A firma, que conta com 350 funcionários em São Paulo e dois clientes no pólo, cresceu 20% neste ano.

Aumentar
clientela
A vinda dos fabricantes de bens intermediários para o pólo de duas rodas não vai reduzir o volume de negócios das empresas de logística. Pelo menos essa é opinião do proprietário da SR Logística, Paulo Ricardo Bianchi. “Em um primeiro momento, o volume de cargas poderia diminuir, já que o componente será fabricado aqui. Mas, seria possível abrir o leque de clientes, pois essas empresas também precisariam trazer matéria-prima para cá”, justificou.
A SR Logística conta com 70 clientes no pólo de Manaus e movimenta mensalmente 500 carretas entre São Paulo e Manaus. Depois de cr

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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