Moody’s prevê crescimento de 4,5% no Brasil em 2010

Em: 23 de novembro de 2009
A Moody’s Economy.com, uma divisão da agência de “rating” Moody’s, projeta um crescimento “em torno de 4,5%” para a economia brasileira em 2010
A Moody’s Economy.com, uma divisão da agência de “rating” Moody’s, projeta um crescimento “em torno de 4,5%” para a economia brasileira em 2010

A Moody’s Economy.com, uma divisão da agência de “rating” Moody’s, projeta um crescimento “em torno de 4,5%” para a economia brasileira em 2010. A previsão faz parte de relatório divulgado na quinta-feira, onde consta também a expectativa de que a taxa básica de juros do país não sofra ajustes “antes do final do ano que vem”.
Para 2009, o economista-chefe Alfredo Coutino calcula um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) entre 0,5% e 1% percentual.
Em outro relatório, também divulgado na quinta-feira, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reportou que vê um país ainda estagnado neste ano, mas se recuperando com força total em 2010 (crescimento de 4,8%) e 2011 (4,5%).
“O mercado doméstico está se desenvolvendo a taxas crescentes e deve continuar a mitigar os efeitos da fraqueza externa”, avalia o economista da Moody’s.
O economista Alfredo Coutino, no entanto, ainda não vê necessidade imediata de elevar as taxas de juros por conta de pressões inflacionárias.
“Desde que a economia está se recuperando a uma velocidade mais baixa do que seu potencial, ainda não há necessidade de uma reversão monetária [alta dos juros] ainda”, comenta. E pondera: “já que os capitais internacionais estão inundando o país, levando à valorização da moeda local, um ajuste monetário no sentido de um aumento [dos juros] afetaria a competitividade”, anota o economista.
Para a divisão da Moody’s, a economia brasileira já havia começado a se recuperar da crise mundial a partir do segundo trimestre, mas foi somente a partir do trimestre seguinte que a atividade econômica realmente cresceu, puxada pelo setor industrial e de serviços, e com ênfase no mercado interno.
“As perspectivas de médio prazo permanecem promissoras, já que o Brasil terá que continuar a promover investimentos e crescimento, particularmente nos próximos sete anos, quando o país vai sediar dois dos mais importantes eventos esportivos mundiais: que são a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016”, ressalva.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar