MPX anuncia joint venture com alemã E.on

Em: 12 de janeiro de 2012
Objetivo é alavancar as significativas de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver negócio de energia solar
Objetivo é alavancar as significativas de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver negócio de energia solar

A MPX Energia confirmou ontem que firmou um termo de compromisso com a alemã E.ON estabelecendo os principais pontos e condições para a formação de uma joint venture, que será responsável por todos os projetos de energia térmica e renovável no Brasil e no Chile, bem como atividades correlatas de suprimento e comercialização.
A participação de cada empresa no negócio será de 50%. Segundo o fato relevante, o objetivo é “alavancar as significativas complementaridades de ambas as companhias para acelerar o crescimento e desenvolver um negócio de energia maior e mais rentável no Brasil”.
A MPX levantará R$ 1 bilhão através de um aumento de capital no qual a E.ON deverá investir, em última instância, aproximadamente R$ 850 milhões para alcançar uma participação de 10% na companhia do grupo EBX, de Eike Batista. “A parceria entre a MPX e a E.ON deverá resultar na criação da maior empresa privada de energia do Brasil, objetivando atingir uma capacidade de geração total de 20 GW. A E.ON identificou o Brasil como uma região prioritária para futuros investimentos e selecionou a MPX como a empresa melhor posicionada para uma parceria que servirá como plataforma para capitalizar o alto crescimento projetado para o país”, informa a MPX.

Energia solar

O presidente do Grupo EBX e acionista controlador da MPX, Eike Batista, afirmou que a joint venture entre a MPX e a E.ON participará do próximo leilão de energia A-3. Eike declinou de dizer se a joint venture, ainda sem nome, participará com energia eólica ou a gás, disse apenas que o projeto é “bom”.
Em teleconferência com a imprensa sobre o negócio, Eike Batista disse acreditar mais na energia solar do que na eólica. “Pessoalmente acredito muito na energia solar. Vejo uma crise surgindo no megawatt instalado na eólica”, afirmou, em inglês, com tradução simultânea.
A parceria entre a MPX e a E.ON tem como meta desenvolver uma capacidade total de 20.000 MW no Brasil e no Chile. Segundo os executivos das empresas, não há uma meta de quanto desses 20 mil MW virão de energia renováveis.
O investimento na companhia será realizado depois de ser efetuada a conversão de debêntures em ações ordinárias da MPX e ser aprovada pelos detentores das debêntures conversíveis a cisão dos ativos de mineração de carvão na Colômbia para uma nova companhia a ser criada, com a transferência de até RS$ 814 milhões em caixa atualmente detidos pela MPX para essa nova companhia, denominada CCX.
O diretor-presidente e de Relações com Investidores da MPX, Eduardo Karrer, afirmou que acionistas da companhia receberão uma ação da CCX para cada papel da MPX que possuem em carteira. A CCX será feita a partir da cisão da MPX, como parte do acordo que permitirá a entrada da alemã E.ON no grupo brasileiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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