A venda de capacetes em Manaus tem apresentado uma alta de até 80% desde que entrou em vigor a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que muda as regras no uso desse acessório, no início do mês, em relação ao volume comercializado em dezembro passado. O produto nas lojas da cidade tem preço que varia de R$ 48 a R$ 1.400.
No Amazonas, as motocicletas representam em torno de 20% da frota de veículos do Estado. São cerca de 80 mil de um universo aproximado de 400 mil. Na capital, está cerca de 75% desse total, próximo a 60 mil unidades, equivalente a cerca de 15% da frota de veículos do Estado.
Os dados são do Detran-AM (Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas).
Preço estável
Na Casa do Capacete, as vendas têm apresentado uma média de crescimento de 50% em relação ao mês passado, segundo a gerente Ticiana Cruz. “Antes, nós já vendíamos nossos produtos com o selo do Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial]. O que não havia era a fita refletiva”, disse. “Hoje estamos vendendo os adesivos e colocando gratuitamente para nossos clientes”, completou.
A cartela com quatro adesivos custa R$ 6. Os capacetes na loja custam entre R$ 65 e R$ 1.400. De acordo com a gerente, mesmo com o aumento da demanda, não houve aumento no preço do produto.
Outra a apontar uma alta significativa foi a loja de peças e acessórios, MotoCross. O crescimento em relação ao último mês tem sido de 80%, em média, segundo a diretora Jaqueline Lamego. “Essa deverá ser a alta para esse produto durante o ano em relação a 2007”, afirmou.
O preço do capacete na loja varia entre R$ 48 e R$ 320. As cartelas com quatro adesivos, que custavam R$ 12, estão custando também R$ 6, a exemplo da Casa do Capacete.
Nas lojas pesquisadas, a variação foi de apenas R$ 1 nesse último produto. “As pessoas não deixaram para a última hora, e estamos confiantes para a manutenção das vendas em alta”, assinalou Jaqueline.
Multa por descumprir norma ultrapassa R$ 190
As mudanças obrigam o uso de capacete com a certificação expedida pelo Inmetro e deverá possuir viseira, sendo que à noite é obrigatório que ela seja do padrão cristal. Caso não tenha, o motociclista deverá utilizar óculos de proteção que não poderão ser substituídos por óculos de sol. Está proibida ainda, a aposição de películas na viseira e nos óculos de proteção.
Além disso, o acessório deverá ter, nas partes traseiras e laterais, faixas refletivas de segurança que são feitas do mesmo material já utilizado nas carrocerias de caminhões.
Essa faixas garantirão a sinalização do capacete.
Segundo a diretora-presidente do Detran-AM, Mônica Melo, as novas regras objetivam dar maior segurança tanto ao motociclista quanto aos pedestres, uma vez que as alterações contribuem para dar maior visibilidade para as pessoas. Os pedestres são ajudados com as faixas, enquanto que quem estiver de moto, com as regras das viseiras, poderá enxergar melhor no trânsito.
“Vamos continuar com a fiscalização exatamente como antes. Não temos intuito de intensificá-la nesse primeiro momento, quando estamos trabalhando com os veículos cujas placas terminam em 0, 9, 8 ou 7”, afirmou a diretora. “É claro que quem for abordado, no caso de motocicleta, terá verificada a situação do seu capacete”, completou.
Pontos na carteira
A diretora do Detran-AM explicou que as penalidades para quem descumprir a resolução variam de cinco a sete pontos na carteira, com multas entre R$ 127,69 e R$ 191,54, podendo a habilitação ser apreendida, ficando a pessoa impossibilitada de dirigir por no mínimo 30 dias.
De acordo com o Ipem-AM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas), as grandes lojas de Manaus só vendem capacetes certificados pelo Inmetro, o que significa que a procura será grande mesmo pelas faixas refletivas. “Diariamente fazemos a fiscalização no comércio, mas não temos problemas nesse sentido







