Mudança na norma aquece vendas de capacetes

Em: 15 de janeiro de 2008
No Amazonas, as motocicletas representam em torno de 20% da frota de veículos do Estado. São cerca de 80 mil de um universo aproximado de 400 mil
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No Amazonas, as motocicletas representam em torno de 20% da frota de veículos do Estado. São cerca de 80 mil de um universo aproximado de 400 mil

A venda de capacetes em Manaus tem apresentado uma alta de até 80% desde que entrou em vigor a resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) que muda as regras no uso desse acessório, no início do mês, em relação ao volume comercializado em dezembro passado. O produto nas lojas da cidade tem preço que varia de R$ 48 a R$ 1.400.

No Amazonas, as motocicletas representam em torno de 20% da frota de veículos do Estado. São cerca de 80 mil de um universo aproximado de 400 mil. Na capital, está cerca de 75% desse total, próximo a 60 mil ­unidades, equivalente a cerca de 15% da frota de veículos do ­Estado.

Os dados são do Detran-AM (Departa­mento Estadual de Trânsito do ­Amazonas).

Preço estável

Na Casa do ­Capacete, as vendas têm apresen­tado uma média de crescimento de 50% em relação ao mês pas­sado, segundo a gerente Ticiana Cruz. “Antes, nós já vendíamos nossos produtos com o selo do Inmetro [Instituto Nacional de Metro­logia, Normalização e Quali­dade Industrial]. O que não ­havia era a fita refle­tiva”, disse. “Hoje estamos vendendo os adesivos e co­locando gratuita­mente para ­nossos clientes”, ­completou.

A cartela com quatro adesivos custa R$ 6. Os capacetes na loja custam entre R$ 65 e R$ 1.400. De acordo com a gerente, mesmo com o ­aumento da demanda, não ­houve aumento no preço do produto.

Outra a apontar uma alta significativa foi a loja de peças e acessórios, ­MotoCross. O ­crescimento em relação ao último mês tem sido de 80%, em ­média, ­segundo a diretora ­Jaqueline ­Lamego. “Essa deverá ser a alta para esse produto durante o ano em relação a 2007”, ­afirmou.

O preço do capacete na loja varia entre R$ 48 e R$ 320. As cartelas com quatro adesivos, que custavam R$ 12, estão custando também R$ 6, a exemplo da Casa do Capacete.

Nas lojas pesquisadas, a variação foi de apenas R$ 1 nesse último produto. “As pessoas não deixaram para a última hora, e estamos confiantes para a manutenção das vendas em alta”, assinalou Jaqueline.

Multa por descumprir norma ultrapassa R$ 190

As mudanças obrigam o uso de capacete com a certificação expedida pelo Inmetro e deverá possuir viseira, sendo que à noite é obrigatório que ela seja do padrão cristal. Caso não tenha, o motociclista deverá utilizar óculos de proteção que não poderão ser substituídos por óculos de sol. Está proibida ainda, a aposição de películas na viseira e nos óculos de proteção.

Além disso, o acessório deverá ter, nas partes ­traseiras e laterais, faixas refletivas de segurança que são feitas do mesmo material já utilizado nas carrocerias de caminhões.

Essa faixas garantirão a sinalização do capacete.

Segundo a diretora-presidente do Detran-AM, Mônica Melo, as novas regras objetivam dar maior segurança tanto ao moto­ciclista quanto aos pedestres, uma vez que as alterações contribuem para dar maior ­visibilidade para as pessoas. Os pedestres são ajudados com as faixas, enquanto que quem estiver de moto, com as regras das viseiras, poderá enxergar melhor no trânsito.

“Vamos continuar com a fiscalização exatamente como antes. Não temos intuito de intensificá-la nesse primeiro momento, quando estamos trabalhando com os veículos cujas placas terminam em 0, 9, 8 ou 7”, afirmou a diretora. “É claro que quem for abordado, no caso de ­motocicleta, terá verificada a situação do seu capacete”, completou.

Pontos na carteira

A diretora do Detran-AM explicou que as penalidades para quem descumprir a resolução variam de cinco a sete pontos na carteira, com multas entre R$ 127,69 e R$ 191,54, podendo a habilitação ser apreendida, ficando a pessoa impossibilitada de dirigir por no mínimo 30 dias.

De acordo com o Ipem-AM (Instituto de Pesos e Medidas do Estado do Amazonas), as grandes ­lojas de Manaus só vendem capacetes certificados pelo Inmetro, o que significa que a procura será grande mesmo pelas faixas refletivas. “Diariamente fazemos a fiscalização no comércio, mas não temos problemas nesse sentido

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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