Mulheres alcançam cargos de chefia em incubadoras

Em: 28 de outubro de 2008
As mulheres ocupam 48,6% dos cargos de chefia em incubadoras de empresas e parques tecnológicos de todo o país. Esse é apenas um dos apontamentos trazidos pelo inédito estudo realizado pela Anprotec
As mulheres ocupam 48,6% dos cargos de chefia em incubadoras de empresas e parques tecnológicos de todo o país. Esse é apenas um dos apontamentos trazidos pelo inédito estudo realizado pela Anprotec

As mulheres ocupam 48,6% dos cargos de chefia em incubadoras de empresas e parques tecnológicos de todo o país. Esse é apenas um dos apontamentos trazidos pelo inédito estudo realizado pela Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores).
 A pesquisa foi feita pela entidade em parceria com a Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Os dados foram coletados entre julho e setembro deste ano com cerca de 300 parques e incubadoras associadas à Anprotec. O questionário foi enviado a mulheres que compõem os quadros dessas instituições.
 Outro aspecto levantado pela pesquisa diz respeito ao fato de apenas 13% das representantes do sexo feminino entrevistadas ocuparem cargos administrativos. A faixa etária média das mulheres em incubadoras varia de 25 a 35 anos.
 Segundo o diretor da Anprotec e coordenador do estudo, Gonçalo Guimarães, o cenário retrata as profundas transformações ocorridas na sociedade brasileira nas três últimas décadas no que diz respeito à inserção das mulheres no mercado de trabalho. “A pesquisa analisa a participação feminina em uma área tradicionalmente ocupada por homens e marcada pela idéia de inovação, apontando a inserção cada vez maior delas nesse campo. Estamos vivendo um processo de mudanças de comportamentos dos papéis masculinos e femininos diante das novas transformações produzidas nas relações de trabalho”, acreditou.

Profissionais casadas

 A maioria das pesquisadas tem pós-graduação, sendo que 32,9% declararam que o nível mais elevado de escolaridade das suas mães é o primeiro grau completo. O levantamento indica também que, por uma diferença bem pequena, a maior parte das profissionais (41,8%) é casada. As solteiras constituem cerca de 41%.
 Do universo pesquisado, 48,1% são mães e 51,9% não têm filhos. “Na pesquisa, elas apontam que já vivenciaram dilemas na relação família e trabalho. Há relatos de pessoas que perderam empregos por causa de filhos”, comentou o antropólogo e pesquisador Marcelo Silva Ramos.
 Outra constatação é que o preconceito ainda é significativo. Das entrevistadas, 45% afirmaram ter sofrido ou presenciado algum tipo de preconceito relativo à idade ou por conta de serem mulheres. “A maioria relatou que as mulheres ocupam poucos cargos de direção em áreas tecnológicas, no mercado de forma geral, e que a tomada de decisão e as questões financeiras são delegadas, em sua maioria, aos homens”, destacou o antropólogo Ramos.

Renda familiar

Apenas 33% das mulheres se consideram responsáveis pela renda da família. Das pesquisadas, 37% ganham entre R$ 415 e R$ 1,5 mil (de um a três salários mínimos), 19% recebem de R$ 1,5 mil a 2,5 mil (de quatro a seis salários mínimos) e 17% tem salários entre R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil (de seis a oito salários mínimos). A pesquisa nacional mostra que as mulheres no Brasil estão ganhando destaque no empreendedorismo inovador. A realidade brasileira não difere muito da constatada em países desenvolvidos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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