Municípios pagam R$ 1 milhão para ter internet banda larga

Em: 4 de novembro de 2011
Quinze mil reais por 1 MB (Mega Bite) de internet. Esse é, em média, o preço que as prefeituras pagam atualmente pelo serviço de internet banda larga nos municípios do Amazonas, de acordo com informações da AAM (Associação Amazonense de Municípios)
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Quinze mil reais por 1 MB (Mega Bite) de internet. Esse é, em média, o preço que as prefeituras pagam atualmente pelo serviço de internet banda larga nos municípios do Amazonas, de acordo com informações da AAM (Associação Amazonense de Municípios)

Quinze mil reais por 1 MB (Mega Bite) de internet. Esse é, em média, o preço que as prefeituras pagam atualmente pelo serviço de internet banda larga nos municípios do Amazonas, de acordo com informações da AAM (Associação Amazonense de Municípios). Mesmo com o valor variando entre R$6 mil e R$ 15 mil, dependendo da distância para a capital, se cada um dos municípios, (exceto Manaus), usar a internet com capacidade de apenas 1 MB, o Amazonas terá que gastar quase R$ 1 milhão (R$ 915 mil) para que o serviço chegue com qualidade mínima em todo o Estado.
O Município de Manaquiri (a 65 quilômetros de Manaus), por exemplo, paga a provedores particulares aproximadamente R$ 7 mil por um mega “não garantido”, que de acordo com o prefeito da cidade e presidente da AAM, Jair Couto, possui falhas e nem sempre consegue atingir a capacidade especificada. “Em algumas localidades que possuem serviço de internet com 2 MB garantidos, o valor pode ultrapassar os R$ 15 mil, chegando até R$17 mil por mês”, revelou.
Ele conta que a equipe da prefeitura trabalha algumas vezes durante a madrugada, segundo ele, “o único horário onde a conexão funciona melhor”.
O gerente da Anatel – AM (Agência Nacional de Telecomunicações), José Gomes Pires, explicou que os serviços de telecomunicações são divididos em regime privado e público, e que a internet está incluída no regime privado, onde as regras principais são a competição e os interesses de mercado. “Como a Anatel, é órgão público, o que ela faz é apenas regular o mercado, estimulando por meio de licitações, obrigações, outorgando autorizações para qualquer instituição que queira prestar o serviço”.
Ele conta que a Anatel já expediu várias autorizações, mas não pode obrigar as prestadoras e nem controlar os preços trabalhados por elas de forma autoritária. “Com essas limitações, disponibilizar banda larga no Amazonas é um trabalho árduo, com período de realização que pode ser de médio ou longo prazo”, lamentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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