Na COP27, Guterres alerta que mundo caminha para “inferno climático”

Em: 7 de novembro de 2022

secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriu os trabalhos do segundo dia da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 27, nesta segunda-feira (7/11), com um alerta à comunidade internacional.

“Estamos em uma estrada rumo a um inferno climático, com o pé no acelerador”, afirmou.

Em novo estudo divulgado neste domingo (6), durante a cúpula, a Organização Meteorológica Mundial afirmou que os últimos oito anos podem ser os mais quentes já registrados. Um relatório global divulgado pela ONU também mostrou que as promessas climáticas dos países ainda não são suficientes para conter o cenário catastrófico provocado pelo avanço das mudanças climáticas.

Últimos 8 anos podem ser os mais quentes, alerta ONU na COP 27

Em novo estudo divulgado neste domingo (6/11), a Organização Meteorológica Mundial afirmou que os últimos oito anos podem ser os mais quentes já registrados. O documento foi publicado no primeiro dia da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU), a COP 27.

Segundo a agência meteorológica da ONU, o intervalo entre 2015 e 2022 registraram as maiores temperaturas. A empresa afirma que as concentrações dos principais gases causadores do efeito estufa — dióxido de carbono, metano e óxido nitroso — atingiram níveis recordes em 2021.

O estudo também prevê aumento na temperatura média de cerca de 1,15°C em 2022, acima da marca pré-industrial. Desta forma, estima-se que a tendência de aumento se confirmará mesmo com a influência do La Niña — evento climático natural que estabilizou as temperaturas globais relativamente baixas em 2020 e 2021.

“Quanto maior o aquecimento, piores os impactos. Temos níveis tão altos de dióxido de carbono [um dos maiores contribuintes para a crise climática] na atmosfera agora que o 1,5°C do Acordo de Paris mal está ao nosso alcance”, afirmou o diretor da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Petteri Taalas.

O relatório conclui que os dados sobre o nível do mar e as temperaturas são insignificantes em comparação ao quanto as mudanças climáticas atingiram as pessoas através do clima extremo.

Pela primeira vez no Reino Unido a temperatura passou dos 40º. Enquanto isso, no Paquistão, chuvas recordes causaram a morte 1,7 mil pessoas. Ao todo, 7,9 milhões de pessoas tiveram que, forçosamente, deixar a região.

O relatório da OMM reúne dados recentes de tendências meteorológicas e dos impactos do clima. Taalas alerta ainda que não há indicadores positivos quanto ao derretimento das geleiras ou sobre a elevação do nível das águas do mar. Com informações da Folhapress e Metropoles.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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