Natal puxa produção local de panetones

Em: 16 de dezembro de 2008
Os fabricantes de panetone projetam neste último bimestre do ano aumento na produção entre 20% e 40% superior ao mesmo perío­do do ano passado
Os fabricantes de panetone projetam neste último bimestre do ano aumento na produção entre 20% e 40% superior ao mesmo perío­do do ano passado

Os fabricantes de panetone projetam neste último bimestre do ano aumento na produção entre 20% e 40% superior ao mesmo perío­do do ano passado. O acréscimo é motivado pelas vendas tanto no varejo, para o consumidor final, quanto no atacado para empresas. Para suprir esta demanda, os empresários do segmento investem em modernização e ampliam os quadros funcionais.
Na Panificadora Cíntia, há uma expectativa de elevar a produção em 20% no bimestre, em comparação aos meses de novembro e dezembro do ano passado. De acordo com o gerente de produção Miguel Viana, a empresa está prestes a encerrar a atividade produtiva. “Nós trabalhamos com estoque, começamos a nossa produção na segunda quinzena de novembro”, afirmou.
A panificadora espera produzir cerca de 12 mil panetones, visando ao abastecimento das três lojas do grupo e mais uma franquia, além de mercearias e alguns supermercados. A empresa fabrica panetones apenas três vezes por semana, o que resulta numa produção de 1.600 panetones a cada dia. Os valores no varejo chegam a R$ 12, e no atacado, a R$ 8. Para atender à demanda do Natal, a empresa criou 15 novos postos de trabalho, totalizando 50 funcionários.

Crescimento em vista

Na Bombons Finos da Amazônia, a produção do último trimestre deve ser 30% superior a do mesmo período do ano passado. Com atividade iniciada no mês de outubro, a empresa deve alcançar a marca de 8.000 panetones produzidos até o fim do ano. “Isso dentro de uma perspectiva mais conservadora. Dentro de uma perspectiva mais otimista, essa marca chegaria a 10 mil, o que representaria um acréscimo de 40% em relação ao ano passado”, afirmou o gerente comercial da Bombons Finos, Jorge Alberto Silva.
A produção, que chega a 400 panetones por dia, vai abastecer as três lojas da empresa espalhadas pela cidade e algumas empresas do Distrito Industrial.
No varejo, a Bombons Finos comercializa o panetone a R$ 11,20 (150gramas) e R$23 (600 gramas). Para os que pretendem comprar os produtos no atacado, o preço fica em R$ 10,70 e R$ 20.
A empresa, que há dez anos trabalha com a produção de chocolates recheados com frutas regionais, iniciou há pouco mais de três anos a produção de panetones. De acordo com Silva, neste ano, a marca investiu em um novo equipamento para melhorar a qualidade do seu produto. “Antes, a produção era feita de uma maneira artesanal: retirávamos toda a massa de dentro do panetone para inserir o recheio. Com a aquisição da nova máquina conseguimos rechear sem retirar a massa”, disse.
Para incrementar as vendas, a empresa está lançando uma linha com três recheios diferentes: castanha, cupuaçu e trufado (com recheio de brigadeiro). Para realçar os sabores dos frutos amazônicos, tem reduzido a quantidade de açúcar e apostado no misto chocolate amargo e ao leite com o mesmo fim. Com o diferencial no sabor, o gerente espera que as mudanças possam refletir nas vendas do próximo ano.
No total, 48 funcionários ­trabalham na produção da Bombons Finos. Segundo Sil­va, como a mão-de-obra para ­pro­­dução de balas é especializada, a empresa contratou funcionários ainda no período da Páscoa deste ano para atender a esta demanda do Natal: “Na Páscoa, nós contratamos seis pessoas que foram treinadas e qualificadas para trabalhar na nossa produção, já prevendo a demanda para o fim do ano”, afirmou.

De olho na Páscoa

Segundo Silva, a produção para a Páscoa inicia no próximo dia 2 de janeiro. A empresa não fala em números, mas prevê alta na produção para 2009. “Trabalhamos todos os anos com a produção de ovos recheados com bombons. No próximo ano, o recheio virá também na casca do ovo”, afirmou. A firma negocia a venda dos ovos com uma grande rede de supermercados, e caso se confirme, prevê a contratação de mais cinco pessoas, visando atender à demanda da Páscoa.
Com foco no aumento da produção, a empresa obteve este ano, junto à Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério de Ciência e Tecnologia um financiamento no valor de R$ 500 mil, objetivando melhorar ainda mais a qualidade de seus produtos.
O investimento servirá para trabalhar no aumento do self life (tempo de vida) dos produtos. Quando iniciou as atividades há dez anos, o tempo de vida dos produtos era cerca de 10 dias. Hoje, cada produto dura em média 180 dias e a meta com o investimento é que o mesmo possa chegar a um ano.
Com o aumento no self life dos produtos, a Bombons Finos trabalha com a meta de, até 2011, exportar 25% de sua produção. A marca amazônica exporta hoje apenas 1% do que produz.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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