Nova tabela de preços está para entrar em vigor

Em: 23 de março de 2011
O reajuste da tabela dos preços de referência para a tributação de cervejas, refrigerantes e água já está pronto e só depende do decreto para entrar em vigor, afirmou ontem o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto
O reajuste da tabela dos preços de referência para a tributação de cervejas, refrigerantes e água já está pronto e só depende do decreto para entrar em vigor, afirmou ontem o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto

O reajuste da tabela dos preços de referência para a tributação de cervejas, refrigerantes e água já está pronto e só depende do decreto para entrar em vigor, afirmou ontem o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. Segundo ele, os estudos que corrigem a base de incidência de impostos como o PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para as chamadas “bebidas frias” já estão nas mãos do ministro da Fazenda, Guido Mantega.
Na semana passada, empresários do setor disseram após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que o aumento da base de tributação e, consequentemente, dos impostos pagos, deve ser repassado para o preço final dos produtos em 60 dias. Segundo Barreto, porém, a correção da tabela deve ocorrer “em breve”.
Os preços de referência para o setor foram tomados pela última vez em janeiro de 2009 e posteriormente congelados pelo governo para dar fôlego às empresas durante a crise. Agora, apesar das tentativas de acordo por parte dos empresários, o governo decidiu atualizar a base de tributação para os preços atuais. Segundo os executivos, o aumento – que também vale para os produtos importados – deve passar de 10%.
“Não há mudança de alíquotas, só uma atualização dos preços de referência, de acordo com pesquisa realizada pela FGV no último trimestre do ano passado. A intenção a partir de agora é que haja uma revisão pelo menos anual. Já era para ser assim, só não foi por causa da crise”, concluiu Barreto.

Redação

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