A empresa Potássio do Brasil anunciou a descoberta de duas novas jazidas de potássio na Bacia Sedimentar do Amazonas, na comunidade de Novo Remanso e em Itacoatiara. Em Novo Remanso, o potássio foi encontrado a 766 metros de profundidade em uma camada com 4,87 metros de espessura e teor de 20%. O sulfato de potássio (SOP) é um fertilizante mais nobre e, portanto, com preços de mercado em média 30% superiores aos de cloreto de potássio.
Em Itacoatiara, próximo à rodovia AM-010 e a cerca de 15 quilômetros do Porto da Hermasa, no Rio Amazonas, a empresa encontrou uma camada de 4,27 metros de espessura, com teor de 20,54% a uma profundidade de 860 metros. Segundo informe da empresa, as descobertas confirmam, definitivamente, o potencial geológico da Bacia do Amazonas. A Potássio do Brasil vai continuar pesquisando a região, pois confia na possibilidade de novas descobertas.
Ao mesmo tempo, os estudos de viabilidade técnica e econômica da Jazida de Autazes estão sendo realizados em ritmo acelerado, visando à sua exploração comercial.
Paralelamente, estão em andamento os diagnósticos ambientais e sociais da região onde será implantada a operação no município de Autazes, onde as reservas geológicas já são superiores a 600 milhões de toneladas. Os resultados destes estudos irão compor o EIA-RIMA, para obtenção das licenças ambientais relativas ao empreendimento. Com uma equipe especializada atuando na região, espera-se concluir o processo até o último trimestre de 2014. Os estudos de viabilidade definitivos deverão ser concluídos no primeiro trimestre de 2015, quando se chegará à exata dimensão do projeto em termos de: investimento de implantação, custo operacional e escala de produção.
A empresa está trabalhando com uma meta de produção anual mínima de 2 milhões de toneladas de Cloreto de Potássio (KCl) e início de produção no primeiro trimestre de 2018. A demanda de potássio prevista para essa época é da ordem de 6 a 8 milhões de toneladas por ano e, desta forma, toda a produção deverá ser destinada ao mercado interno.
Hélio Diniz, diretor-presidente da Potássio do Brasil, afirma que a qualidade das descobertas superou todas as expectativas da companhia. “Conforme havíamos ressaltado no início deste ano, várias jazidas poderiam ser encontradas nesta região, contudo, os furos pioneiros em Novo Remanso e Itacoatiara apresentaram espessuras da camada de potássio superiores a 4 metros, além de mostrar a presença de sulfatos em proporção significativa. Nestes locais também as profundidades são favoráveis (750 a 900 metros) ao desenvolvimento de lavra subterrânea convencional, como ocorre nas maiores jazidas do Canadá e Rússia. Ainda temos muito trabalho para definir o tamanho destas jazidas. Não descartamos a possibilidade de pelo menos as Jazidas de Autazes e Novo Remanso serem parte de uma única jazida gigante, uma vez que a distância entre os furos mineralizados é de apenas 16 quilômetros. Os novos furos em execução e programados nestas áreas serão fundamentais para a definição da escala de produção do projeto.”
Localização Estratégica
Uma característica excepcional do projeto da Potássio do Brasil está justamente associada à localização da Jazida, em uma área com excelente infraestrutura. A uma distância de apenas 120 km de Manaus, a disponibilidade de mão de obra qualificada, energia, agora conectada ao sistema nacional integrado, representa grande vantagem no que se refere ao investimento de implantação.
Para o setor agrícola brasileiro, a vantagem é a utilização da malha de transporte para exportação de grãos e produtos da região do cerrado. Certamente o desenvolvimento e melhorias nas rotas de exportação na região Norte irão representar custos significativamente mais baixos para aquisição e transporte do potássio para os centros consumidores da região, que devem utilizar pelo menos 50% do que está sendo previsto para o consumo nacional. Atualmente, o mercado brasileiro importa mais de 90% do potássio utilizado na produção agrícola.
José Fanton, geólogo com mais de 35 anos de experiência de atuação em empresas de médio e grande porte, responsável técnico e Diretor de Exploração da Empresa comenta: “São descobertas realmente excepcionais e que raramente acontecem na carreira de qualquer profissional. A Jazida de Autazes, além de ser bem mais rasa e maior do que as de Fazendinha e Arari, é mais rica. A nossa equipe técnica está confiante que mais potássio será encontrado na Bacia e que muitas destas jazidas serão viáveis para exploração comercial.”







