Novas regras para o ‘Minha Casa, Minha Vida’

Em: 3 de junho de 2011
O programa habitacional do governo federal encerrou as discussões da 58ª edição do Fórum Nacional de Habitação nesta quinta feira, 2, em Brasília
O programa habitacional do governo federal encerrou as discussões da 58ª edição do Fórum Nacional de Habitação nesta quinta feira, 2, em Brasília

O programa habitacional do governo federal encerrou as discussões da 58ª edição do Fórum Nacional de Habitação nesta quinta feira, 2, em Brasília. O tema foi debatido por secretários de habitação de todo o País e pela Secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, que apresentou as novas regras e metas para o programa.
Entre as principais mudanças estão a renda familiar no valor máximo de R$ 1.395 e o financiamento do imóvel apenas em nome da mulher. De acordo com ela, essa é uma forma de impedir a venda dos imóveis.
“As mães se preocupam mais em garantir a vida dos filhos. Os homens gostam de negociar e muitas vezes usam o bem que foi doado à família para tentar ampliar a renda. Com isso, podem levar a família de volta a áreas inadequadas para habitação”, explicou Inês Magalhães.
A nova fase do programa será lançada oficialmente no dia 17 de junho, com a meta de construir mais dois milhões de moradias em todo o país.

No Amazonas

O Amazonas tem hoje o maior projeto do programa com quase 9.000 unidades habitacionais com a primeira etapa já em construção no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, com entrega prevista para setembro. A segunda etapa está em fase de assinatura de contratado com a construtora responsável pela execução da obra.
“Temos muito orgulho de ter em nosso Estado o maior projeto. Isso mostra o trabalho de planejamento que temos na Suhab [Superintendência de Habitação do Amazonas]. Como já temos um programa habitacional consolidado, foi mais fácil aprovar os projetos”, destacou o diretor-presidente da Suhab, Sidney de Paula.
O desafio será o trabalho de seleção das famílias beneficiadas com o programa. “Vamos primeiramente analisar o nosso banco de dados que hoje tem 18 mil pessoas cadastradas. Para então abrirmos inscrições para novos cadastros. Já estamos estudando locais adequados com infraestrutura para evitar que as pessoas durmam em filas no sol e na chuva”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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