Novatos disparam e podem tomar 50% dos assentos nos parlamentos

Em: 28 de abril de 2010
O Amazonas deve experimentar, nestas próximas eleições, uma renovação superior a 50% nos quadros dos parlamentos
O Amazonas deve experimentar, nestas próximas eleições, uma renovação superior a 50% nos quadros dos parlamentos

O Amazonas deve experimentar, nestas próximas eleições, uma renovação superior a 50% nos quadros dos parlamentos. O poder da comunicação, principalmente, via programas de televisão populistas e via internet, a falta de expressividade e atuação nas Casas legislativas e o coeficiente eleitoral vão colaborar para que se estabeleça essa renovação. Para Antônio Oliveira, professor e cientista político, o quadro eleitoral ainda está confuso, mas substituições são esperadas. Entre os mais bem cotados estão novatos como Henrique Oliveira (PP) para a Câmara Federal e os vereadores Marcelo Ramos (PSB) e Marcel Alexandre (PMDB) para a ALE (Assembléia Legislativa do Amazonas).
Deputados estaduais que praticamente ‘sumiram’ nestes últimos 4 anos podem dar lugar a postulantes à vaga como alguns vereadores e secretários estaduais ou municipais. Segundo especialistas, antigos campeões de votos como os deputados estaduais Arthur Bisneto (PSDB) e Josué Neto (PMN) correm risco de serem substituídos. Neste ultimo mandato, mantiveram-se distantes da população e sua atuação dentro da Casa legislativa do Amazonas foi mínima, com pouco apelo popular. “Há possibilidades de que alguns candidatos sejam salvos pela coligação que seus partidos firmarem ou pelo coeficiente eleitoral, ainda”, avaliou Antônio Oliveira.
Pelas coligações, um candidato que, hoje se encontra estagnado nas pesquisas, pode ganhar fôlego, dependendo do poder das alianças. É o caso, como apontam os especialistas, do deputado federal Marcelo Serafim (PSB). Segundo as ultimas pesquisas de opinião, o socialista e o colega de parlamento federal, Lupércio Ramos (PMDB) não se reelegem. “Isso pode mudar para o Marcelo Serafim, se esta aliança com o PR sair. Porque nesse cenário, ele teria como força política, o pai – Serafim Corrêa, Alfredo Nascimento (PR), Dilma Rousseff (PT) e o presidente Lula (PT)”, afirmou o cientista político, ressaltando que a figura do presidente da República será definitiva nestas eleições.
“Duas forças não podem ser subestimadas: Lula e Eduardo Braga. O presidente vai, sim, definir estas eleições e Braga pode conseguir o que, hoje, parece difícil: dar a vitória a Omar Aziz”, avaliou Antônio Oliveira.
Dentre os vereadores que vão disputar um assento na ALE (Assembléia legislativa do Amazonas), surgem os nomes de Marcelo Ramos (PSB), Elias Emanuel (PSB), Mirtes Salles (PP), Marcel Alexandre (PMDB) e José Ricardo (PT), por exemplo.
Já para a Câmara federal os mais bem cotados para conseguir uma vaga pela primeira vez, são o ex-vereador Henrique Oliveira (PP), campeão de votos nas ultimas eleições municipais, e os deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Eron Bezerra (PCdoB).
A Cãmara dos deputados poderá obter uma renovação de, pelo menos 38%, já que, segundo as pesquisas mais recentes, três dos atuais deputados federais não devem se reeleger.

Coligações e mídia podem salvar mandato

“Acho que existe a possibilidade de uma renovação maior que 55% na totalidade dos parlamentos. Escândalos, promessas, realizações, dentre outras coisas, serão considerados pelos eleitores na hora de escolher”, ponderou o diretor da Action Pesquisas, Afrânio Soares.
Outros candidatos que se mantiveram apagados durante o último mandato e pretendem se reeleger, estão buscando força nos programas de TV, rádio e propagandas na mídia. É o caso do deputado federal Sabino Castelo Branco (PTB), que voltou a apresentar programa policial em emissora de TV e já figura entre os mais bem cotados para ganhar uma vaga na Câmara federal, segundo pesquisas publicadas este mês.
Em outros casos, o sistema de coeficiente eleitoral poderá definir a composição dos quadros dentro da ALE. “Existem aqueles que vão entrar puxados pela votação grande de apenas um concorrente. Se houver uma votação consagradora, como já ocorreu, além de se eleger, porque atingiu o coeficiente eleitoral, pode, com as sobras de sua votação, eleger candidatos com votações pífias em detrimento de outros bem melhor classificados. Dessa forma, o 1,6 milhão de leitores que votaram em Enéas Carneiro para deputado federal em 2002 acabou elegendo outros cinco candidatos do mesmo partido, um deles com o cacife de 200 votos”, lembrou Antônio Oliveira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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