Novos critérios para o Simples Nacional

Em: 11 de outubro de 2013
Ministro e presidente do Sebrae defendem regras que permitam maior adesão
Ministro e presidente do Sebrae defendem regras que permitam maior adesão

O ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, e o diretor-presidente do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Luiz Eduardo Barretto, defenderam ontem, em audiência pública na Câmara, novos critérios para acesso ao Simples Nacional. Em debate sobre alterações no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas, Afif frisou que a adesão de mais empresas ao regime diferenciado de tributação vai aumentar a arrecadação.
“Quando você facilita e põe muito mais gente pagando menos, você arrecada mais. Esse é o convencimento que vamos promover”, disse o ministro. Atualmente, apenas algumas categorias podem aderir ao regime diferenciado.
O diretor-presidente do Sebrae sugeriu a aplicação do critério único da receita para adesão ao programa. “O Simples avançou, mas queremos muito mais”, disse. Barretto propôs ainda que a Receita Federal crie um mecanismo de transição para que as empresas deixem o Simples Nacional.
“Precisamos convencer a Receita de que ela ganhará mais com algum nível de regime de transição que possa, em vez de penalizar quem cresce, estimular essas empresas a crescer. O empresário tem que gastar sua energia no seu negócio e não nas outras questões”, destacou.
Para o presidente da Frente Parlamentar da Micro e Pequena Empresa, deputado Guilherme Campos (PSD-SP), o país precisa reduzir a burocracia e estimular o empreendedorismo. “Todo mundo quer trabalhar, crescer, com o mínimo de perda de tempo com burocracia, para gerar riqueza. O brasileiro é um povo empreendedor e temos a responsabilidade de tornar esse sonho verdadeiro”, disse.

Cooperação

Afif Domingos ressaltou a assinatura, na última terça-feira (8) de um termo de cooperação com o Senado Federal para desenvolver, no âmbito do portal da Rede de Informação Legislativa e Jurídica, também conhecida como “LexML”, uma ferramenta que permite a indexação de endereços de toda a legislação brasileira sobre micro e pequenas empresas.
“A ideia é simplificar o acesso ao conjunto de leis aplicáveis aos pequenos empresários.
Hoje, apesar de muitos avanços, o excesso de burocracia continua sendo um entrave para a abertura de negócios no Brasil. Um empreendedor leva, em média, seis meses para abrir um negócio no país”, disse Afif.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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