O trabalho na sociedade capitalista

Em: 10 de setembro de 2010
Na sociedade do capitalismo competitivo, o trabalho é uma atividade alienante, A palavra alienação vem do latim alienare, “tornar algo alheio a alguém”, isto é, “tornar algo pertencente a outro”.
Na sociedade do capitalismo competitivo, o trabalho é uma atividade alienante, A palavra alienação vem do latim alienare, “tornar algo alheio a alguém”, isto é, “tornar algo pertencente a outro”.

Na sociedade do capitalismo competitivo, o trabalho é uma atividade alienante, A palavra alienação vem do latim alienare, “tornar algo alheio a alguém”, isto é, “tornar algo pertencente a outro”. Na perspectiva do direito, a alienação significa a transferência da propriedade de um bem para outra pessoa. No sentido psicológico, alienação é o estado patológico do indivíduo que se tornou alheio a si próprio. Na linguagem filosófica contemporânea, o termo alienação deve muito de seu uso corrente ao pensador alemão Karl Marx (1818-1883), para o qual alienação significa que os atos de uma pessoa são governados por outros e são transformados em uma força estranha colocada em posição superior e contrária a quem a produziu. Dizendo de outra maneira: alienado seria aquele homem, principalmente no modo de produção capitalista, após transferir suas potencialidades para os seus produtos, não os identifica como obra sua. Os produtos “não pertencem” a quem os produziu.
Portanto, na sociedade estratificadas em classe , o trabalho é sinônimo de alienação. O operário, antes qualificado, que dominava e controlava todo o processo, o ritmo e a organização do trabalho, está, paulatinamente, desaparecendo. A fragmentação do trabalho conduz à fragmentação do saber, pois os trabalhadores perdem a noção de conjunto do processo produtivo. Essa situação desgastante de rotina e taylorização (racionalização do trabalho ao nível dos operários) acabam com o envolvimento afetivo e intelectual que o operário teria com o seu trabalho, e essa relação vem, cada vez mais, tornando-se cansativa, monótona e apática.
E isso pode ser observado nas fábricas do Distrito Industrial, onde a função do trabalhador está reduzida ao cumprimento de ordens relativas à qualidade e à quantidade da produção. Sempre repetindo as mesmas operações mecânicas, o trabalhador produz bens estranhos à sua pessoa, aos seus desejos e às suas necessidades. No plano econômico, o trabalho alienado produz para atender as necessidades do mercado e não propriamente dos trabalhadores (o que só seria possível numa economia planificada). Produz coisas maravilhosas para as elites, enquanto mantém o operário abaixo da linha da miséria. Produz piscinas, palácios, enquanto a maioria dos trabalhadores mora em favelas.
Os autores deste ensaio entendem que o trabalho qualificado está reservado a poucos e, fundamentalmente, àqueles que dominam a ciência e a tecnologia, ou seja, cientistas e técnicos. Em contrapartida, para a grande maioria da força de trabalho, está reservada a desqualificação, uma vez que esses operários ao não dominarem a técnica e a ciência, perdem a visão de totalidade do processo produtivo e ficam reduzidos a meros executores de tarefas simples e repetitivas. Quais as conseqüências da divisão do trabalho para os operários? Enquanto o trabalho do artesão exigia habilidades não só manuais, mas também intelectuais para produzir um objeto, desenvolvendo-se mais integralmente, ou como dizia Marx; unilateralmente, um operário manufatureiro utiliza um número reduzido de habilidades e, quase nada de suas capacidades intelectuais, porque quem determina o que, e como ele vai produzir é o dono da manufatura, o capitalista.
aUm produto que era resultado do esforço integral de uma artesão, agora é fruto do trabalho parcial de muitos operários, ou seja, o trabalhador coletivo (Karl Marx).
Em síntese, podemos afirmar que a formação profissional, neste País, destina-se ao treinamento de mão-de-obra necessária à execução de tarefas simples nas mais diferentes instâncias da produção, isto é, daquelas tarefas que não necessitam do domínio dos fundamentos científicos e tecnológicos para sua execução. E esse tipo de formação garante um exército de reservas, que sustenta, historicamente, as políticas governamentais de arrocho salarial. Também ficou claro que o trabalho no capitalismo é alienado, prescrito. Ou seja, o trabalhador não pode decidir sobre o que, como ou quando produzir. Muito menos ter controle sobre o fruto do seu trabalho, as mercadorias. Os Trabalhadores ganham um salário que não atende suas necessidades básicas. Recebem apenas uma parte do que produzem, o restante fica com o capitalista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar