ONG e Banco do Brasil recebem doações para vítimas de terremoto

Em: 14 de janeiro de 2010
Órgãos governamentais e ONGs disponibilizaram ontem contas bancárias para receber doações em auxílio aos haitianos atingidos pelo terremoto que sacudiu o país caribenho na tarde de terça
Órgãos governamentais e ONGs disponibilizaram ontem contas bancárias para receber doações em auxílio aos haitianos atingidos pelo terremoto que sacudiu o país caribenho na tarde de terça

Órgãos governamentais e ONGs disponibilizaram ontem contas bancárias para receber doações em auxílio aos haitianos atingidos pelo terremoto que sacudiu o país caribenho na tarde de terça.
Segundo o premiê Jean-Max Bellerive, o tremor pode ter deixado “além de 100 mil” mortos. Entre eles já foram identificados 12 brasileiros, sendo 11 militares e a médica filatropa Zilda Arns.
O Banco do Brasil abriu uma conta para as doações. Os recursos serão administrados diretamente pela Embaixada do Haiti no país. A conta corrente está em nome de “SOS Haiti” -agência 1606-3, conta corrente 91.000-7. Segundo o BB, os depósitos podem ser feitos tanto no Brasil como no exterior.
A ONG Viva Rio, que realiza projetos sociais no Haiti desde 2004, também abriu uma conta para doações. O movimento montou um esquema especial para ajudar os desabrigados. Nove brasileiros que estão na sede da ONG em Porto Príncipe providenciam água, comida, remédios e material de limpeza com ajuda de aproximadamente 400 haitianos que também integram o grupo. A sede ainda recebe desabrigados pelo terremoto.
A conta também foi aberta no Banco do Brasil e está em nome da Viva Rio -agência 1769-8, conta corrente 5113-6. Segundo o movimento, os recursos serão usados para “compra de gêneros alimentícios, água e medicamentos”.
A coordenadora de voluntariado da ONG, Cibele Dias, informou que André D’Ávila, manteve contato pela internet com o filho do diretor executivo da Viva Rio no Haiti e no Brasil. Ele disse, segundo Cibele, que o prédio da ONG no Haiti sofreu apenas rachaduras com o terremoto. D’Ávila também informou que todos os integrantes brasileiros do movimento estão bem e que o tremor começou três horas após a chegada dele ao Haiti.
Cibele destacou que os moradores do Haiti estão sem luz e telefone. “O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas. Também há pessoas sem água em várias regiões.”
Com medo de novos terremotos, os brasileiros dormiram no quintal da sede haitiana da ONG.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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