Opep diz que há capacidade para aumento da produção de petróleo

Em: 26 de janeiro de 2008
Em entrevista coletiva, Attiyah ratificou que os produtores de petróleo poderiam aumentar a produção, mas “apenas se tiverem certeza de que o mercado precisa disso”
Em entrevista coletiva, Attiyah ratificou que os produtores de petróleo poderiam aumentar a produção, mas “apenas se tiverem certeza de que o mercado precisa disso”

Os produtores de petróleo consideram que “há capacidade para aumentar a produção da commodity se for necessário”, disse hoje o vice-primeiro-ministro do Qatar, Abdulla Bin Hamad Al Attiyah, no Fórum Econômico Mundial de Davos (Suíça).

Em entrevista coletiva, Attiyah ratificou que os produtores de petróleo poderiam aumentar a produção, mas “apenas se tiverem certeza de que o mercado precisa disso”, e não para influir nas oscilações dos mercados.

Attiyah, que também é ministro da Energia e Indústria do Qatar, expressou que os produtores acreditam que o atual preço do barril de petróleo não é conseqüência da falta de oferta. Após o forte aumento do preço do barril, houve uma reunião entre os produtores, as companhias distribuidoras e os responsáveis políticos no Fórum Econômico de Davos.

A Opep -fundada em 1961 em reação à baixa do preço do cru estipulada pelas companhias distribuidoras– discutirá em sua reunião de Viena em 1º de fevereiro a situação da oferta e da demanda de petróleo, disse Attiyah. “Quando produzimos petróleo queremos estar seguros de que alguém vai comprá-lo”, afirmou Attiyah, que evitou opinar sobre qual seria o preço adequado do barril de petróleo. O professor de Economia da Universidade de Harvard Kenneth Rogoff previu que a volatilidade nos mercados de futuros permanecerá por causa do aumento da demanda da Ásia e de outras economias emergentes, mas disse que o preço do barril cairá para US$ 75.

O diretor-executivo da companhia petrolífera holandesa Royal Dutch Shell, Jeroen van der Veer, previu um aumento da demanda de petróleo para 2008 em comparação com o ano passado e também para as próximas décadas.

Entre as mudanças dos países que mais precisarão da commodity, os especialistas reunidos em Davos observaram que agora a China e a Índia são os países que regulam o peso do crescimento da demanda.

Redação

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