Oposição marca presença e lança Mário Frota à presidência da CMM

Em: 9 de novembro de 2010
O vereador Mário Frota (PDT) distribuiu nota à imprensa assumindo oficialmente sua candidatura à presidência da CMM (Câmara Municipal de Manaus), para o biênio (2011-2012).
O vereador Mário Frota (PDT) distribuiu nota à imprensa assumindo oficialmente sua candidatura à presidência da CMM (Câmara Municipal de Manaus), para o biênio (2011-2012).

O vereador Mário Frota (PDT) distribuiu nota à imprensa assumindo oficialmente sua candidatura à presidência da CMM (Câmara Municipal de Manaus), para o biênio (2011-2012). Segundo o parlamentar seu nome foi indicado sob o consenso de seus pares da bancada de oposição.
“Fui escolhido por meus companheiros por minha experiência, sei que nosso número é pequeno frente ao número de vereadores da situação. Contudo, é uma questão de honra a candidatura de um representante da oposição”, salientou.
Frota explicou que sua experiência como político o destacou para se candidatar, já tendo sido três vezes deputado federal, duas vezes deputado estadual, vereador e vice-prefeito da capital.
Frota diz estar receoso sobre o processo de substituição do então presidente da Casa Luiz Alberto Carijó (PTB). “Seremos a única Casa Legislativa do Brasil que elegerá uma mesa diretora por meio de votação aberta, isso para mim é marcação de votos, tira do parlamentar a independência de votar no candidato de sua preferência”, disse.
O parlamentar acredita que o voto em aberto no painel é uma manobra política do prefeito para marcar a escolha dos seus aliados. Ele afirma que não acredita que os vereadores de situação tenham independência suficiente para assumir uma posição de rebeldia contra Amazonino.“O que temos hoje é uma situação de total controle do Executivo perante a Casa, o voto secreto representa para o prefeito um risco de rebelião”, desabafou.
Segundo Frota, alguns parlamentares estão se mobilizando na elaboração de um requerimento solicitando que a votação seja realizada secretamente.
“O ideal é que isso ocorra o mais rápido possível. Como candidato, eu não me sinto a vontade para estar à frente desta reivindicação. Somente com o voto secreto resgataremos a independência do poder de legislar desta Casa”, frisou.
Para o vereador, o mundo caminha lutando por uma democracia politicamente correta e socialmente justa, onde os poderes precisam ser alternados por intermédio de debates de ideias e consciência crítica, senão pequenos grupos, que manipulam o poder, podem vir a se perpetuar no mesmo, assim como em uma ditadura. “Um exemplo prático de ‘ditadura baré’ é o que está acontecendo agora, com o Poder Legislativo Municipal, onde a maioria dos vereadores apoia o prefeito Amazonino Mendes, aprovando seus projetos, sem veto ou pareceres jurídicos e sem anuência da bancada de oposição”, conclui o vereador.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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