O presidente Luiz Iná-cio Lula da Silva adiou o início de su-as férias que estava previsto para ontem. Lula decidiu que só vai viajar na sexta-feira. A idéia dele é inicialmente ir para São Paulo e depois estender para o litoral. Antes, o presidente quer resolver algumas pendências com os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento).
Pela manhã Lula já conversou com Mantega e Bernardo sobre a execução orçamentária de 2007 e também tratou a respeito dos ajustes na proposta do Orçamento Geral da União de 2008 -sem a arrecadação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), governistas afirmam que será necessário fazer ajustes no texto para cortar cerca de R$ 30 bilhões.
No entanto, uma nova rodada de reuniões entre Lula e os ministros foi marcada para tarde de ontem. O presidente também pretende fazer reuniões com os ministros Fernando Haddad e Márcio Fortes. Ainda não foram agendadas as audiências com os dois, mas elas devem ocorrer até sexta-feira à tarde.
Na sexta-feira à noite, Lula deve viajar para São Paulo de férias com a primeira-dama, Marisa Letícia e depois para o litoral. Um dos locais mais prováveis é a Restinga da Marambaia -área no litoral no Rio de Janeiro sob proteção da Marinha. O local tem cerca de 40 km de praia e vigilância permanente da Marinha. É um dos favoritos do presidente e da primeira-dama porque lá tem privacidade e segurança.
No entanto, auxiliares de Lula não descartam outras hipóteses. Uma das alternativas seria uma viagem curta até Fernando de Noronha (PE). O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e a ex-primeira-dama Ruth Cardoso estiveram lá com toda a família.
Mudança à Constituição
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que não vai apresentar mais nenhuma proposta de emenda constitucional até o fim do segundo mandato (2010).
Segundo a Folha apurou, a decisão de Lula foi tomada em reunião com seus principais auxiliares após a derrota da PEC apresentada pelo Planalto para prorrogar a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), rejeitada em 13 de dezembro. Desde 2003, quando assumiu a Presidência, o petista enviou 13 PECs ao Congresso Nacional.
Lula avalia que a derrota deixou claro que ele não tem maioria estável na Casa para enfrentar batalhas polêmicas com a oposição tucano-democrata.
Uma PEC necessita do apoio mínimo de 308 dos 513 deputados e de 49 dos 81 senadores. Além desses três quintos, a proposta deve ser aprovada em dois turnos de votação em cada Casa. Formalmente, Lula tem 53 senadores nos partidos que sustentam o governo no Congresso, mas há dissidentes que na prática reduzem esse número, tornando arriscadas as ofensivas para aprovar PECs. A exceção será a apresentação de uma proposta de reforma tributária, promessa feita durante as negociações fracassadas da CPMF, o imposto do cheque.







