No próximo ano fará 70 anos do fim do maior conflito entre povos jamais visto na face da Terra, a Segunda Guerra Mundial, mas os assuntos em torno daqueles fatos estão longe de se esgotar, conforme podemos ler em “Mestres da batalha – a guerra de Monty, Patton e Rommel”, do britânico Terry Brighton, lançamento da Editora Record.
Com certeza a guerra seria o mesmo celeiro de mortes, cenário de terror e horror sem os três militares, mas em estando lá, cada um ao seu modo, conseguiu deixar seu nome para a história como mestre das batalhas, de um lado, vitoriosos, o britânico Bernard Montgomery e o americano George Patton, que mesmo integrando os exércitos aliados, lutando por uma mesma causa, não se suportavam; do outro entre as potências do Eixo, admirado pelos dois de cá, o alemão Erwin Rommel que, apesar de estar do lado errado, merece honras e glórias, pois nunca quis se filiar ao Partido Nazista e, mesmo condecorado pelo próprio fürher como herói de guerra, foi obrigado a se suicidar após ter sido descoberto como um dos generais que tramara a queda do líder ensandecido. Na opinião deles próprios, mas principalmente no julgamento de quem conviveu com eles e os conheceu, Monty, Patton e Rommel foram os maiores generais da guerra.
“Todos os três generais eram arrogantes, ávidos por publicidade e apresentavam defeitos pessoais, porém, contavam com uma genialidade para comandar homens e um entusiasmo para o combate sem paralelos”, escreveu Terry Brighton.
“Mestres da batalha” mostra a vida dos três heróis de guerra desde a sua infância, na cidade onde nasceram, depois, já adolescentes, o primeiro contato, e o amor à primeira vista com a caserna. Passam-se os anos e eis que os três vão estar presentes, ainda como oficiais, nos campos de batalha da Grande Guerra, que depois passaria a ser chamada de Primeira Guerra Mundial. Ali, comandando algumas dezenas de homens, eles aprenderiam o “b, a, ba” das estratégias numa guerra e sequer imaginaram que, 25 anos depois, estariam de volta aos mesmos campos de batalha, agora como generais, e comandando centenas de milhares de homens numa outra guerra de muito maiores proporções que a anterior.
George Smith Patton Júnior nasceu em Pasadena, em 11 de novembro de 1885; Bernard Law Montgomery, em Londres, em 17 de novembro de 1887; e Erwin Johannes Eugen Rommel, em Heidenhein, em 15 de novembro de 1891, coincidentemente os três no mesmo mês de novembro, signo do escorpião cuja defesa com uma picada venenosa lembra a atitude dos militares nas guerras em que lutaram.
As diferenças entre suas atitudes eram poucas. Monty preferia ficar nos gabinetes, planejando o que seus comandados fariam, enquanto Rommel, que ganhou de seus pares o apelido de “Raposa do Deserto”, e Patton tinham prazer em, mesmo como generais, estar no campo de batalha junto com seus comandados. Quando os Estados Unidos entraram na Grande Guerra, em 1917, estrearam a mais moderna arma de então: os tanques. Coube a Patton, que era um apaixonado pela cavalaria, comandar a 1ª Brigada de Tanques, equipada com 140 tanques Renault e ele próprio invadia as linhas inimigas atrás de um dos veículos, gritando ordens para seus comandados.
“Montgomey… o maior soldado vivo”, disse o general americano Eisenhower; “Patton é o melhor da América”, falou o general alemão Gerd von Rundstedr; “Rommel, Rommel, Rommel, o que mais importa além de vencê-lo?”, perguntou o primeiro ministro britânico Winston Churchill.
Os mestres das batalhas
Em: 22 de outubro de 2014
Livro mostra a vida dos três heróis de guerra, Monty, Patton e Rommel, desde a sua infância
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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