A artista plástica Rejane Melo está comemorando, com ouro, seus dez anos de profissionalismo viajando entre telas, pinceis e tintas com a exposição ‘Aurum amazônico’, ou ‘Ouro amazônico’. A mostra, com doze quadros, está acontecendo no Museu da Cidade de Manaus, no Paço da Liberdade, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, com entrada livre.
Rejane Melo é educadora de formação e artista por essência. Uma de suas didáticas era a utilização de desenhos como ferramentas de conexão e aprendizado. Após 24 anos dedicados ao ensino regular, um problema visual, em 2015, lhe impôs a necessidade de buscar novos caminhos.

“Foi na superação desse desafio que nasceu meu ateliê, o AteliRê Criando e Brincando, um espaço dedicado ao ensino criativo para crianças e jovens de todas as idades. Busquei especialização com profissionais renomados como Jorge Bagata, Gabriele Lira, Alfredo Nascimento e Tácio Melo, para aperfeiçoar minha técnica, unindo a precisão do traço à leveza das cores. Além da pedagogia, me formei em artes plásticas e fiz duas especializações, em neuropsicopedagogia e em ludoterapia”, falou.
“Atualmente, foco meu trabalho na arte educação, acreditando que a arte é o meio mais potente para transformar o aprendizado em uma experiência vibrante e inesquecível”, completou.
Comprovando a máxima de que ‘santo de casa não faz milagre’, foi preciso Rejane expor, por dez anos, em vários países para, só agora, realizar sua primeira exposição individual em Manaus, com ‘Aurum amazônico’.
Dez anos depois
“Minha trajetória no cenário artístico internacional começou, em 2016. O que nasceu como um hobby lúdico na sala de aula ganhou o mundo após o incentivo da artista plástica Socorro Mota, em Brasília, que viu em meu traço uma força que eu mesma ainda não mensurava”, recordou.
Recém envolvida com as artes plásticas, Rejane Melo estreou em grande estilo, com uma exposição itinerante que percorreu a Bélgica, Bulgária e República Dominicana, onde recebeu uma premiação que lhe abriu as portas para expor no prestigiado Carrousel do Louvre, em Paris, em 2017.
“Desde então, foi como se o mundo tivesse se aberto para mim. Minha arte atravessou fronteiras, com passagens por galerias em cidades icônicas como Nova York, Roma, Tóquio, Dubai, Londres, Santiago, Buenos Aires, Orlo, Sófia e Amsterdã, além de importantes capitais brasileiras como Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Salvador”, listou.
A produção de Rejane Melo habita o território da arte contemporânea, onde a liberdade do traço e a fluidez das pinceladas ditam o ritmo da obra.
“Após uma década de estrada e reconhecimento internacional, celebro o momento mais significativo da minha carreira com esse convite feito pelo Leonardo Novellino para expor na minha cidade, no Museu da Cidade de Manaus, fechando um ciclo de redescoberta e pertencimento”, comemorou.
“A importância de uma exposição como essa é apresentar uma artista, já consagrada e que faz sua primeira exposição solo, em Manaus, que se dedica aos outros, porque Rejane é professora de artes e forma artistas. Muitos desses artistas já tiveram exposições solo, aqui mesmo no Museu da Cidade, ou seja, ela se ofusca para que os pupilos brilhem o que mostra o quilate dessa grande artista”, revelou Leonardo Novellino, diretor do Museu.
Mais do que vender telas
“Escolhi o tema ‘Aurum amazônico’ como forma de um convite para o espectador enxergar o brilho e a resiliência da nossa região. Através do meu olhar, exalto a imponência do rio Amazonas, a vivacidade das nossas aves e a força ancestral da mulher indígena. É um manifesto artístico sobre as riquezas de uma floresta que clama por preservação e pelo reconhecimento de seu valor inestimável”, detalhou.
Enquanto a produção autoral de Rejane ganha o mundo em galerias e exposições, o seu AteliRê Criando e Brincando é o solo fértil onde compartilha o conhecimento e nutre a criatividade das novas gerações, através de crianças e adolescentes.
“A docência e a criação não se excluem, elas se completam. No AteliRê, as aulas com crianças e jovens trazem a leveza e a alegria que muitas vezes transbordam para as minhas telas. Essa estrutura híbrida me permite manter a independência artística e, ao mesmo tempo, cumprir meu propósito de democratizar a arte e a sensibilidade através do ensino”, disse.
Para quem deseja se tornar artista plástico, Rejane deixou um recado.
“Viver de arte é mais do que vender telas. É sustentar um olhar poético sobre o mundo. Se hoje minhas obras percorrem galerias internacionais, é no AteliRê que elas ganham propósito social, transformando a vida de jovens através das cores que eu tanto amo”, concluiu.
Este ano Rejane irá participar de duas exposições internacionais como única representante da Região Norte. Para quem desejar conhecer seus trabalhos: Instagram, @atelire_oficial; ou direto no AteliRê (rua Fortaleza, 200 – Adrianópolis). Informações: 9 8468-9557.








