Pacote deve movimentar cadeia do setor

Em: 3 de abril de 2009
Em entrevista ao Jornal do Commercio, Conz afirmou que o pacote é ambicioso, mas extremamente positivo, principalmente para regiões com déficit de moradias, como é o caso do Norte e Nordeste
Em entrevista ao Jornal do Commercio, Conz afirmou que o pacote é ambicioso, mas extremamente positivo, principalmente para regiões com déficit de moradias, como é o caso do Norte e Nordeste

Os segmentos da construção civil no Amazonas esperam novo fôlego nos investimentos e recuperação nas vendas a partir de abril com o lançamento do pacote habitacional do governo federal. A informação foi divulgada pelo presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), Cláudio Elias Conz, que também é membro do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.
Em entrevista ao Jornal do Commercio, Conz afirmou que o pacote é ambicioso, mas extremamente positivo, principalmente para regiões com déficit de moradias, como é o caso do Norte e Nordeste. “O governo está trabalhando com metas audaciosas, o que é comum na atividade empresarial. Em contrapartida, eu tenho absoluta certeza de que o setor da construção vai dar o máximo de si para que esses objetivos sejam alcançados”, declarou.
Conz revelou dados da Anamaco, nos quais o varejo de material de construção no Amazonas parece ter acompanhado a tendência observada em nível nacional, pois fechou em queda de 12% no volume de vendas no primeiro bimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2008. Segundo o empresário, o desempenho pouco satisfatório fez com que a entidade revisse a projeção de crescimento do setor no Estado para este ano, que foi rebaixada de 8,5% para 5%. “O programa de construção de casas populares será uma injeção direta de fôlego no setor, principalmente depois desse início de ano complicado”, completou.

Alcance das metas

O vice-presidente do Sin­duscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Flauber dos Santos, também comemorou o anúncio do governo, afirmando que a partir da aprovação do pacote, o setor conseguirá atingir a meta de crescimento estimada para 2009, com reflexos já para este primeiro semestre. O empresário assegurou que o setor pouco se ressentiu do momento cíclico, já que as obras dos apartamentos e offices na capital se mantiveram a despeito da instabilidade econômica. “O que vai acontecer a partir do pacote é que haverá mais oferta de unidades habitacionais e um incremento de pelo menos 2% no crescimento das construtoras. Além disso, o programa vai ao encontro de um antigo pleito dos sindicatos da categoria em todo o país”, afirmou o dirigente.
O empresário Hélio Ri­bas Pavão, citando dados da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado do Ama­zonas), afirmou que cerca de 90% dos consumidores locais, antes de irem morar em seu imóvel novo, passam pela loja de material de construção porque querem ­personalizar a casa, seja pintando uma parede, trocando a louça sanitária ou o piso. “O seja, essas casas são reservas de mercado para o nosso setor. Também temos que lembrar que o piso não é nada sem o assentador cerâmico, a lata de tinta não é nada sem o pintor e, neste sentido, só podemos comemorar esse plano habitacional, pois ele traz um círculo virtuoso com a criação de milhares de empregos nos canteiros de obra que serão abertos em todo o país e, consequentemente, gerará mais renda, movimentando a economia”, completou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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