País planeja corte de gastos com perda de 490 mil empregos

Em: 21 de outubro de 2010
Objetivo é reduzir deficit orçamentário de 155 bilhões de libras
Objetivo é reduzir deficit orçamentário de 155 bilhões de libras

O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, detalhou nesta quarta-feira uma série de cortes nos gastos e nas medidas de assistência social por meio da qual o governo pretende reduzir o deficit orçamentário do país, atualmente de 155 bilhões de libras. O plano é que o aperto fiscal gere uma economia de 113 bilhões de libras (US$ 209.9 bilhões) nos próximos cinco anos, sendo que pouco mais de 83 bilhões de libras virão dos cortes no Orçamento. Osborne reconheceu que as medidas devem gerar uma redução de quase 490 mil empregos no setor público até 2015.
Em um relatório sobre a revisão dos gastos do governo, que pode ter um forte impacto na recuperação econômica e deve determinar o cenário político do Reino Unido pelos próximos anos, o ministro das Finanças disse que o governo manteve o plano de eliminar o deficit orçamentário estrutural e de reduzir a dívida do país para uma percentual menor do PIB até 2014/15. Osborne afirmou que mais 7 bilhões de libras serão economizadas com cortes na assistência social, além das 11 bilhões de libras anunciadas em junho.
Em uma medida surpreendente, Osborne também anunciou que o governo vai elevar a idade para aposentadoria pelo sistema estatal para 66 anos, a partir de 2018.
Segundo ele, isso deve gerar uma economia adicional de 5 bilhões de libras por ano a partir de 2020.
Além dos cortes já previstos nos benefícios por filho para aqueles que ganham mais, também serão reduzidos créditos fiscais e de aposentadoria e outros abatimentos. Osborne disse ainda que os funcionários públicos terão de fazer contribuições maiores para suas aposentadorias, com o que o governo deve arrecadar mais 1,8 bilhão de libras por ano a partir de 2015.
“É um caminho árduo, mas leva a um futuro melhor”, comentou o ministro sobre os cortes. “Nós vamos dar um fim aos anos de endividamento crescente. Nós vamos garantir, como qualquer outro lar solvente do país, que podemos pagar por aquilo que compramos”, acrescentou.
Desde que assumiu o poder, em maio, o governo tem insistido que fortes e imediatos cortes nos gastos ajudariam a evitar que o Reino Unido vivesse uma crise de dívida e a restaurar a confiança necessária para garantir uma recuperação econômica sólida.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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