De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, no último dia 7 de outubro, os então candidatos à Prefeitura de Manaus, Henrique Oliveira (PR), Serafim Corrêa (PSB), Sabino Castelo Branco (PTB) e Pauderney Avelino (DEM) alcançaram juntos 363.672 votos, ou seja, pouco mais de 20 mil votos a menos que o primeiro colocado, o candidato Artur Neto (PSDB). Os números superam de longe a votação da segunda colocada, a candidata Vanessa Grazziotin (PCdoB), que recebeu 189.861 votos.
Com tamanha concentração de eleitores nas mãos, esses quatro candidatos tornaram-se alvo dos dois concorrentes que seguem no segundo turno -em especial Henrique Oliveira, que fechou o primeiro turno na terceira colocação, com 156.648 votos. Após conversas e negociações, Serafim, Henrique e Pauderney fecharam parceria com Artur, o que em tese representa quase 300 mil votos para o tucano. Já Sabino Castelo Branco tenta transferir os quase 70 mil votos que recebeu no primeiro turno para Vanessa Grazziotin.
De acordo com o pesquisador e diretor da Empresa Action, Afrânio Soares, os apoios nessa fase da eleição são importantes pois podem agregar à votação de determinado candidato, eleitores que fogem ao perfil tradicional de eleitores. “O apoio ajuda, principalmente o apoio dos que têm votos mais populares como Henrique Oliveira, que apoia Artur. Ele traz um eleitor diferente, por exemplo, do candidato Serafim, que já tem um eleitorado mais parecido com o eleitorado tucano”, explicou.
Mas, apesar de ser um peso importante na dinâmica eleitoral, Afrânio afirma que é difícil medir o grau de transferência de votos de candidato para candidato. “Não é fácil medir isso, mas, com certeza, não é a totalidade, mas em algumas situações podem ser a maioria”.
Outro fator que facilita a transferência de votos é o próprio formato do segundo turno. Com apenas dois candidatos na disputa o eleitor tem poucas opções. “Se o eleitor de um candidato derrotado não vota no candidato ‘A’, ele vai naturalmente votar no candidato ‘B’. Ou pode votar simplesmente porque o seu candidato está pedindo”, finaliza Afrânio.
O fato é que, influenciando de forma decisiva ou não no resultado final, os apoios reforçam o favoritismo que o candidato Artur Neto vem mantendo desde o início da campanha. Ao abocanhar apoio de três dos principais personagens da última eleição, o ex-senador tem dado de vez o “xeque-mate” na campanha comunista.
Para pesquisador, apoios favorecem Artur Neto
Em: 18 de outubro de 2012
Com tamanha concentração de eleitores nas mãos, esses quatro candidatos tornaram-se alvo dos dois concorrentes que seguem no segundo turno
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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