O deputado democrata Eliot Engel pediu na quinta-feira o fim dos impostos sobre o álcool brasileiro, sob a alegação de que “estariam prejudicando o livre comércio”.
A delegação bipartidária da Câmara de Representantes dos EUA liderada por Engel se reuniu com parlamentares brasileiros para discutir assuntos bilaterais, com ênfase nas áreas de energia e comércio.
No tema energético, um dos assuntos abordados foi o álcool, cuja produção atinge atualmente 16,7 bilhões de litros ao ano no Brasil –a segunda maior do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, que o produz à base de milho.
O Brasil exporta aos Estados Unidos cerca de 2,5 bilhões de litros anuais de álcool, mas com uma carga de impostos de US$ 0.54 por galão (3,785 litros), adicional a um tributo alfandegário de 2,5%.
Engel disse “compreender” a postura do Brasil contra esses impostos e pediu sua redução ou eliminação, o que, segundo ele, geraria um impulso ao comércio bilateral. “Isso seria muito bom para ambos os países”, afirmou.
No mês passado, em visita ao Brasil, o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez, sinalizou que seu país não pretende eliminar a sobretaxa de importação do álcool brasileiro. Segundo ele, o objetivo do governo norte-americano é desenvolver uma indústria global para o setor.
Também no mês passado, o Congresso dos Estados Unidos aprovou a prorrogação da sobretaxa de US$ 0.54 por galão de álcool que entra no país até 2011.
Em entrevista coletiva posterior ao encontro, Eliot Engel se recusou a responder a perguntas sobre a entrada da Venezuela no Mercosul. “Só os países-membros desse bloco podem decidir quem pertence ou não a ele”, afirmou.
Engel destacou o papel do Brasil na América Latina, por sua condição de maior economia da região e por seu “importante exemplo de consolidação democrática” que, segundo ele, “pode ajudar a manter o equilíbrio em outros países”.







