Parlamentares cobram melhorias

Em: 26 de março de 2013
O rompimento de adutoras que destruiu residências e deixou milhares de pessoas sem água e a constante falta de energia que atinge a cidade de Manaus foram os assuntos mais comentados no primeiro dia de trabalho da semana na CMM
O rompimento de adutoras que destruiu residências e deixou milhares de pessoas sem água e a constante falta de energia que atinge a cidade de Manaus foram os assuntos mais comentados no primeiro dia de trabalho da semana na CMM

O rompimento de adutoras que destruiu residências e deixou milhares de pessoas sem água e a constante falta de energia que atinge a cidade de Manaus foram os assuntos mais comentados no primeiro dia de trabalho da semana na CMM (Câmara Municipal de Manaus). Vereadores prometeram pressionar tanto a Manaus Ambiental (Concessionária de Águas do Estado), quanto à Amazonas Energia.
O vereador Elias Emanuel (PSB), inclusive, defende a ida do diretor-presidente da concessionária Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini à casa para explicar ao povo sobre esses constantes rompimentos.
Somente neste primeiro trimestre, três adutoras romperam, inclusive, a última –que aconteceu na rua das Flores, na Compensa –é a segunda vez que acontece neste período.
“A Manaus Ambiental tem que vir aqui explicar isso. Penso que estamos num campo minado da cidade, que a qualquer momento uma adutora pode estourar”, criticou o vereador.
Em sua opinião, o Poder Público tem sido muito benevolente com a empresa. Ele frisou que, não tem nem um ano que a Prefeitura de Manaus renovou o contrato com a concessionária, dando-lhe mais 15 anos à frente do abastecimento de água na cidade, cujo contrato sequer passou pelo crivo do Poder Legislativo Municipal.
“A concessionária tem que nos mostrar e discutir seu Plano de Metas. Queremos saber se seu programa oferece segurança para Manaus. E pelo que temos visto, não oferece segurança. É natural a indignação do prefeito e da população”, disse Elias.
Ele ressaltou que os prejuízos do rompimento das adutoras não atingiram somente as pessoas que tiveram suas casas invadidas, mas também aqueles que residem em zonas distantes, que tiveram o abastecimento interrompido.

Marcelo Serafim convocará a Amazonas Energia

No plenário da CMM, o vereador Marcelo Serafim (PSB) solicitou via requerimento à Mesa Diretora, a presença do Diretor Presidente da Eletrobrás –Amazonas Energia, Marcos Aurélio Madureira da Silva, para prestar esclarecimentos quanto à interrupção do fornecimento de energia elétrica em diversos pontos da Cidade de Manaus. “O rompimento da adutora trouxe prejuízos aos moradores e a Manaus Ambiental alega que parte do problema ocorreu por falta de energia fornecida pela empresa Amazonas Energia que é um órgão do governo federal” disse o parlamentar, além do Diretor da Amazonas Energia sugerida por Marcelo Serafim, os vereadores devem convocar os gestores da empresa Manaus Ambiental para prestar esclarecimentos aos parlamentares sobre o rompimento da adutora no bairro da Compensa. “Manaus Ambiental e Amazonas Energia devem vir juntas a essa Casa de imediato, não podemos aceitar descaso e desrespeito destas duas empresas para com a população de Manaus” disse indignado Marcelo Serafim.
A vereadora Socorro Sampaio (PP), usou a tribuna para cobrar providências da empresa em relação aos acidentes nos bairros de São Jorge e Compensa ocorridos recentemente na cidade.
Ela disse que a empresa mudou de nome de Águas do Amazonas para Manaus Ambiental, mas os problemas continuam os mesmos e grande parte da população continua carregando lata de água na cabeça para ter um pouco de água nas suas casas.
“Até hoje os problemas continuam se arrastando e o rompimento destas adutoras, estão trazendo prejuízos para inúmeras famílias. Os representantes da empresa Manaus Ambiental justificam que a falta de energia é a culpada. Mas existe um sistema chamado aríete que não permitiria o rompimento de adutoras. Então a empresa está dando informações erradas e agindo de má fé”, disparou a parlamentar.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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