Parques ambientais: elo da cidade com a floresta

Em: 16 de setembro de 2016
https://www.jcam.com.br/1709_C1.png

Há três anos, o Parque do Mindu deu início a um programa de recomposição florestal e paisagística na unidade visando recuperar espaços degradados e impactados por fenômenos naturais. Já o parque dos Bilhares e Lagoa do Japiim tem o Programa Manaus Verde e Vida, que faz distribuição de mudas para a população manauara. Mas tão importante quanto recuperar é preservar a vegetação centenária amazônica, como faz o Bosque da Ciência do Inpa (Instituto Nacional de Pesquisa do Amazonas) com a árvore Tanimbuca, que retrata sua existência ao tempo do descobrimento do Brasil.
O Jornal do Commercio preparou um roteiro com informações sobre alguns pontos urbanos que preservam a temática ambiental. Confira!

Parque do Mindu

Com pouco mais de 40 hectares de biodiversidade, o Parque Municipal do Mindu trata-se de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral com objetivo de promover a integração comunitária através da realização de projetos culturais, eventos educativos e de pesquisa, roteiros, passeios envolvendo as escolas e comunidades do entorno. Há três anos, deu início a um programa de recomposição florestal e paisagística na unidade para recuperar espaços degradados e impactados por fenômenos naturais, como quedas de árvores causadas por fortes ventos. O local recebe o plantio de espécies ornamentais com flores amazônicas nos canteiros e efeitos de borda das trilhas. Até agora, mil mudas já foram plantadas nesse processo de recuperação. O parque passou por reformas e em 2014 teve suas obras de revitalização reinauguradas.

Atrativos

Os apreciadores de flores podem visitar um orquidário que reúne mais de 80 orquídeas de diferentes famílias e um canteiro de ervas com propriedades medicinais e aromáticas. Além das trilhas e pontes suspensas onde é possível o contato com as copas das árvores. Outros atrativos do parque são a biblioteca de educação ambiental e as atividades funcionais realizadas aos finais de semana.

Funcionamento

Com entrada gratuita, fica aberto para visitação de terça-feira a domingo, das 8h às 17h com guias disponíveis para os visitantes. Endereço: av. Perimetral, s/n°, Parque 10 de Novembro.

Bosque da Ciência

É um pedaço da floresta dentro da cidade sendo um espaço de visitação pública localizado numa área de 13 hectares. Foi inaugurado em 1995 com o objetivo de desenvolver e promover o programa do Inpa para difusão tecnológica, científica e de inovação, além de oferecer à população uma opção diferenciada de lazer e, ao mesmo tempo, contribuir para a sua educação cultural e ambiental.

Atrativos:
Os visitantes podem subir em uma passarela de concreto suspensa, de onde se avista o bosque na altura da copa das árvores. Entre as atrações do Bosque estão o Viveiro de Peixes-bois e Viveiro dos Jacarés, além da ilha da Tanimbuca, que tem um córrego onde se encontram peixes, quelônios e vegetação nativa, como a árvore da Tanimbuca (Buchenavia huberi), com mais de 30m de altura e idade estimada em 600 anos. Há ainda o Lago Amazônico, onde ficam as tartarugas e diversas espécies de peixes, e a maloca, onde há uma significativa variedade de artesanato indígena.
Não há guias durante a visita e informações sobre a floresta são dadas no espaço Casa da Ciência, onde há palestras sobre estudos do Inpa e uma exposição permanente do cotidiano do caboclo e também pode ser encontrada a maior folha do mundo.

Funcionamento:
Aberto de terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 16h30; aos sábados e domingos e feriados, das 9h às 16h, o ingresso custa R$ 5 (crianças até dez anos e idosos a partir de 60 anos são isentos). Endereço: rua Otávio Cabral, s/nº, Petrópolis, na zona Sul de Manaus.

Museu da Amazônia

Criado em janeiro de 2009, o Musa ocupa 100 hectares da Reserva Florestal Adolpho Ducke, do Inpa com terra firme e nativa, que há mais de 60 anos vem sendo estudada e os resultados foram reunidos em catálogos para mostrar ao visitante. O Musa tem uma linha de atuação que é do CTA/Musa (Centro de Treinamento Agroflorestal), com enfoque no fortalecimento da agroecologia e produção orgânica na região, estimulando às alternativas produtivas sustentáveis que mantenham o ambiente natural florestal da região com geração de renda e qualidade de vida, produzindo com práticas de base agroecológica e restaurando áreas degradadas junto a agricultores familiares.

Atrativos:

Encontramos no Musa exposições, viveiro de orquídeas e bromélias, lago, aquários e laboratórios experimentais de serpentes, de insetos e de borboletas. Uma torre de 42 metros permite ver uma magnífica vista do dossel das árvores da floresta além das trilhas na floresta e a Casa de cultura e ciência.

Funcionamento:

Aberto diariamente (exceto as quartas-feiras), das 8h30 às 17h, mas o portão de entrada fecha as 16h. Os ingressos variam entre R$ 10 a R$ 30. Endereço: av. Margarida s/n°, Cidade de Deus.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar