Penhor tem expansão de 0,71% no Amazonas

Em: 11 de setembro de 2009
O volume de concessão de empréstimo a pessoas físicas com a garantia de jóias, metais nobres, utensílios e objetos não-perecíveis da Caixa Econômica Federal ultrapassou os R$ 72 milhões no acumulado de janeiro a julho deste ano
O volume de concessão de empréstimo a pessoas físicas com a garantia de jóias, metais nobres, utensílios e objetos não-perecíveis da Caixa Econômica Federal ultrapassou os R$ 72 milhões no acumulado de janeiro a julho deste ano

O volume de concessão de empréstimo a pessoas físicas com a garantia de jóias, metais nobres, utensílios e objetos não-perecíveis da Caixa Econômica Federal ultrapassou os R$ 72 milhões no acumulado de janeiro a julho deste ano. O volume representa uma expansão de 0,71% em relação a igual período do ano passado, quando a instituição registrou R$ 71,49 milhões em penhores.
A facilidade de acesso ao crédito, a rapidez e os juros baixos foram apontadas pelo gerente regional da Caixa, Carlos Alberto Bonin, como principais atrativos da linha de crédito de penhor de jóias. O executivo fez questão de frisar que a manutenção dos mesmos níveis de empréstimo através do penhor nos sete primeiros meses é visto como uma grande conquista, uma vez que todo o mercado bancário teve forte retração nos negócios durante o primeiro semestre. “Embora pareça muito pequeno, esse 0,71% de crescimento na comparação com os sete primeiros meses do ano passado referenda a possibilidade de um crescimento entre 10% a 15% do produto penhor ao longo deste segundo semestre”, revelou.
Bonin lembrou ainda as modalidades do penhor tradicional, onde ocorre o empréstimo com amortização única na data do vencimento, juros fixos à taxa prefixada e exigida no ato da concessão ou renovação. Ao afirmar que a concessão de empréstimos com garantia de jóias pela Caixa tem público heterogêneo, o gerente regional explicou a razão do sucesso juntos aos mais diversos públicos, incluindo os não-correntistas. “A não exigência de avalista ou cadastro para quem deseja obter crédito rápido, uma vez que a jóia serve como garantia é o fator inicial nessa negociação. Por conta disso, o penhor é um dos produtos de maior sucesso da Caixa”, finalizou.
“É um mundo à parte. Só frequenta leilões de jóias quem deseja ampliar bens”, afirmou um empresário que preferiu manter sua identidade em sigilo. Pulseiras, brincos, colares, anéis, muitos fios, com medalhas e amuletos, algumas alianças, libras, sempre muito disputadas, moedas de coleção, relógios de marca e gargantilhas. Há alguma prata, mas pouca, que a cotação baixa sacode por ora a procura. “Os lotes, a maior parte de largas centenas de gramas, mas um ou outro na unidade do quilograma, são mostrados em tabuleiros forrados a veludo escuro, para realçar aquele brilhozinho que é único, explicou a fonte.

Peças vendidas em leilões

A reportagem do Jornal do Commercio constatou que nos leilões de penhores são vendidos os bens que foram garantia de empréstimo, com juros vencidos e não pagos há mais de três meses. Os bens leiloados, quase todos de ouro amarelo, podem ser vendidos ao fim de três meses, embora a generalidade dos prestamistas apenas o faça meses depois. Entre os prestamistas, parte dos que aceitam falar, o fazem no anonimato. Outros, mesmo após várias insistências, resistiram em falar. Há quem conceda a identificação, mas com recusa da fotografia. O pedido de intermediação de contatos com clientes esbarra na confidencialidade.
Os frequentadores dos leilões são quase exclusivamente empresários da reciclagem de metais preciosos, havendo também um fabricante. A faixa etária fica entre os 40 e 60 anos. Uma única mulher, freelancer, destoa num universo masculino. Os compradores do circuito são parte de um grupo restrito. Menos reservados e formais que os prestamistas, assim ao fim de algum tempo as conversas ficam mais soltas. Mas isso só acontece depois de quebrado o gelo. “O segredo e a discrição são mesmo o melhor quilate neste negócio. Todos se conhecem bem e qualquer elemento estranho é logo topado”, disse um dos licitantes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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