Sustentada no galope da produção de motocicletas, concentrados para bebidas não-alcóolicas e eletroeletrônicos, a balança comercial do polo industrial de Manaus encerrou julho com avanço de US$ 76.93 milhões nas exportações sobre o mês de junho. A venda de produtos para o exterior alcançou o total de US$ 444.29 milhões no acumulado de janeiro até julho, praticamente 21% superior ao obtido no acumulado dos seis primeiros meses, quando a balança atingiu US$ 367.36 milhões.
Por outro lado, os dados divulgados pela Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), apontam ainda que as transações correntes, um dos principais termômetros das contas do polo industrial registraram um déficit de US$ 2.72 bilhões nos sete primeiros meses deste ano, já que o total importado durante o período foi de US$ 3.17 bilhões. Trata-se do maior desequilíbrio nas vendas industriais do Amazonas para o mercado externo para este período na série histórica dos últimos cinco anos, segundo informou a Suframa.
O diretor executivo da Aceam (Associação do Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, explicou que a conta de transações correntes é composta pela balança comercial, pelos serviços e pelas rendas, por isso é considerada importante indicador da economia industrial. “Se o resultado dessas contas cai, isso significa que o Estado fica mais dependente ou vulnerável às decisões de investidores externos para ampliar a produção destinada ao mercado externo”, disse.
Nessa linha de pensamento, segundo o estudo da Suframa, a produção do polo de duas rodas destinada ao mercado estrangeiro saltou de 31.029 unidades, em junho, para atuais 35.314 unidades. Ainda de acordo com o levantamento, as indústrias químicas passaram a produzir 5,14 mil toneladas de concentrados à base de guaraná, contra as 4,25 mil toneladas do produto em junho, ou seja, ampliação de 892,08 toneladas entre os meses.
No entendimento de Bittencourt, a produção de eletroeletrônico é um capítulo à parte nas exportações amazonenses, já que se encerra praticamente na venda de telefones celulares. Para o representante da Aceam, a saída para reduzir o desequilíbrio da balança comercial no Amazonas estaria no aumento da produção fabril com insumos nacionais. “Com isso, a Zona Franca importaria menos e reduziria o seu déficit comercial com outros países, ou seja, substituindo insumos importados por um adensamento da cadeia produtiva. É o que não ocorre, infelizmente, na maioria das linhas fabris dos eletroeletrônicos”, explicou.
O professor doutor em economia pela Fundação Getulio Vargas consultado pelo Jornal do Commercio, Álvaro Smont, segue pela mesma linha de pensamento, quando lembrou que muitas empresas multinacionais montaram fábricas em Manaus para produzir equipamentos que antes eram totalmente importados pelo Brasil. “O que se conclui que o Estado é altamente competitivo para exportar celulares. Infelizmente, a pauta das exportações amazonenses deveria ser ampliada, comportando novos produtos tecnológicos e não inserida de produtos primários”, considerou.
Mas para o presidente da Selvanar Consultoria Empresarial, Felipe Naveca, é possível uma visão mais otimista com relação ao equilíbrio da balança ainda que em prazo mais longo do que o esperado. “O polo industrial vem investindo em melhoria de produção e tecnologia. Ainda é pouco, sem dúvida, mas aí vai depender de incrementar a produção com itens de primeira linha que geram maiores interesses pelos mercados consumidores mundiais”, finalizou.
Vendas externas crescem em julho
Em: 14 de setembro de 2009
Sustentada no galope da produção de motocicletas, concentrados para bebidas não-alcóolicas e eletroeletrônicos, a balança comercial do polo industrial de Manaus encerrou julho com avanço de US$ 76.93 milhões nas exportações sobre o mês de junho
Redação
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