Perspectivas de recessão crescem e Bolsas fecham em queda

Em: 22 de outubro de 2008
As bolsas européias fecharam em baixa na terça-feira, com perdas nas ações de bancos e de empresas ligadas ao setor de commodities.
As bolsas européias fecharam em baixa na terça-feira, com perdas nas ações de bancos e de empresas ligadas ao setor de commodities.

A preocupação com a possibilidade de uma recessão global atingiu a confiança dos investidores, ofuscando o ânimo visto com o declínio nos juros cobrados entre os bancos. Com uma recessão, os lucros das empresas teriam quedas acentuadas.
A Bolsa de Londres fechou em baixa de 4,46%, ficando com 4.040,89 pontos; a Bolsa de Frankfurt teve baixa de 4,46%, fechando com 4.571,07 pontos; a Bolsa de Milão teve baixa de 3,47%, fechando com 16.226 pontos; a Bolsa de Zurique fechou em baixa de 4,20%, com 5.925,46 pontos; a Bolsa de Paris caiu 5,10%, fechando com 3.298,18 pontos; e a Bolsa de Amsterdã perdeu 5,30%, fechando com 255,08 pontos.
As ações do Royal Bank of Scotland caíram 11% e a libra teve forte desvalorização em relação ao dólar depois que o governo britânico considerou que uma recessão é um cenário cada vez mais provável para o Reino Unido.
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, reconheceu que o Reino Unido não escapará da recessão. “Depois de ter adotado ações no sistema bancário, agora devemos adotar ações para enfrentar a recessão financeira mundial, que provavelmente provocará uma recessão no Reino Unido’’, afirmou.
O PIB (Produto Interno Bruto) do Reino Unido não registrou no segundo trimestre nenhum crescimento em comparação aos três primeiros meses do ano. Na sexta-feira serão divulgados os dados provisórios correspondentes ao terceiro trimestre. O Niesr (Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social, na sigla em inglês) previu hoje que a economia do Reino Unido terá terá um recuo de 0,9% em 2009 -o que seria o primeiro ano completo de recessão desde 1991-, com uma queda generalizada do consumo e do investimento.

Mau resultado das empresas

As bolsas da Ásia fecharam o dia com fortes perdas após o balanço ruim de grandes empresas nos Estados Unidos. O que assusta os investidores é o indício de que a crise financeira já começou a atingir a economia real, afetando o crescimento de companhias mundiais. Em Tóquio, a principal bolsa da região Ásia-Pacífico, a queda foi de 6,79%, aos 8.674,69 pontos, com a alta do iene frente ao dólar e o euro e a realização de ganhos de investidores após a alta dos últimos três dias.
Nem a injeção de mais de US$ 50 bilhões pelo BoJ (Banco do Japão, o BC do país) animou Tóquio. O incentivo tinha como objetivo aumentar a liquidez do mercado, em meio à crise mundial.
Os negócios no país prejudicaram principalmente o banco Mitsubishi, cujos papéis afundaram 9,2%. Além disso, a fabricante Toyota Motors divulgou uma previsão desanimadora nas vendas em 2008. A empresa espera fechar o ano com 8,3 milhões de unidades vendidas, a primeira queda nos negócios em mais de dez anos. A Bolsa da Coréia do Sul caiu 5,14%; na Austrália, a retração foi de 3,09%; Xangai recuou 2,99% e a Indonésia, 4,5%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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