Peso dos municípios mais ricos aumenta no ranking nacional, aponta Ipea

Em: 13 de agosto de 2010
O peso dos municípios mais ricos no PIB (Produto Interno Bruto) nacional vem subindo ao longo dos anos, mostra estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Em 1920, os 10% municípios mais ricos participavam com 55,4% do PIB
O peso dos municípios mais ricos no PIB (Produto Interno Bruto) nacional vem subindo ao longo dos anos, mostra estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Em 1920, os 10% municípios mais ricos participavam com 55,4% do PIB

O peso dos municípios mais ricos no PIB (Produto Interno Bruto) nacional vem subindo ao longo dos anos, mostra estudo divulgado ontem pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Em 1920, os 10% municípios mais ricos participavam com 55,4% do PIB. O número subiu para 72,1% em 1970 e chegou a 78,1% em 2007.
Ou seja, houve um aumento de 41% no peso relativo dos municípios entre os 10% com maiores PIBs entre 1920 e 2007.
“Atualmente, poucos municípios do país respondem pela maior parte do PIB, enquanto no passado havia menor concentração/desigualdade geográfica”, diz o Ipea em comunicado.
Apesar disso, o instituto considera que desde a década de 1970 o Brasil registra “certo grau de congelamento no grau de concentração/ desigualdade dos PIBs municipais”.
“As políticas públicas de desconcentração produtiva e descentralização dos gastos e investimentos públicos mostram-se fundamentais, embora insuficientes sem o desenvolvimento de uma política nacional de desenvolvimento regional e local”, avalia o Ipea.
Pelo estudo, entre 1996 e 2007, a desigualdade caiu mais na Região Nordeste (-4,8%), com coeficiente de Gini passando de 0,84 para 0,80. Em seguida, vem o Norte do País, com queda de 3,6% (0,83 para 0,80). Depois o Sul, com 2,5% (de 0,81 para 0,79), e o Centro-Oeste, com de 1,2% (de 0,86 para 0,85). Por último, o Sudeste, com redução de 1,1% (de 0,90 para 0,89).
Os estados com maior expansão dos PIBs municipais foram Tocantins, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Mas isso não se refletiu na diminuição da desigualdade da riqueza territorial. Também os estados com menos dinamismo na expansão dos PIBs (Amazonas, Rio Grande do Sul e Pernambuco) reduziram pouco o grau de desigualdade da riqueza territorial.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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