Apesar do aumento 30% maior nos produtos que compõem a lista do material pressionar as papelarias a reajustarem os seus preços, o faturamento para este ano deve ser positivo para o setor. A previsão é que, entre 2022 e 2023, o crescimento reflita resultados mais significativos, com a expectativa de um crescimento de mais de 7,6%. Os dados são do estudo Volta às aulas 2022 e o aquecimento do setor de materiais escolares, de autoria da Globo e disponível na Plataforma Gente.
Na mesma projeção, empresários do segmento em Manaus, afirmam que após as vendas do setor sofrerem grande queda na pandemia, o período de volta às aulas pode trazer incremento de 50% em relação ao mesmo período de 2021. Para o empresário Anderson Queiroz, contudo, ainda assim isso representa uma queda em relação aos volumes de 2020. “Mas de qualquer forma isso traz ânimo e otimismo para o setor positivamente. Com estoques organizados e seguindo as tendências do mercado”.
Desde de dezembro que o setor vem sinalizando robustez no movimento. A aposta do mercado na preparação para 2022 segue um ritmo frenético. “A volta às aulas este ano demonstra um cenário bem diferente do ano passado, o que reforça a confiança dos empresários”.
Erick Lira, empresário do setor, acredita que o movimento deve superar 2019 e diz que se conseguir manter o mesmo volume de vendas e de faturamento está ótimo. “A gente tem percebido um patamar parecido com 2019, com uma procura consideravel”.
De acordo com a pesquisa, com as vendas chegando a R$16,5 milhões, e potencial de atingir R$ 17,8 milhões em 2023. Outro dado do estudo, indica que 2020 foi de retração (R$14,2 mi, contra R$ 17,4 mi em 2019), mas em 2021 a retomada chegou a ser notada (R$15,3 mi), a expectativa de um crescimento de mais de 7,6%, com as vendas chegando a R$16,5 milhões, e potencial de atingir R$ 17,8 milhões em 2023.
A gestora da MVT livraria, Viviane Tavares, concorda que este ano o setor deva dar um salto.. “Estamos com grande expectativa para este ano, já que ano passado as vendas tiveram uma queda em torno de 35%, principalmente no segmento de material escolar. Com as aulas online esse setor sofreu essa brusca queda, por conta do ano pandêmico que passamos”.
A expectativa da empresa é uma recuperação de aumento em torno de 30%. Ela diz que registraram um aquecimento nas vendas no final do ano, devido 13º salário, mas o mês de janeiro começou tímido, em comparação aos anos 2018/2019. “Entendemos que a prorrogação do início das aulas, fez com que os clientes adiassem suas compras”.
Conforme Viviane, não só o setor de papelaria, mas todos os segmentos estão sofrendo com alterações expressivas em seus produtos. “Infelizmente produtos comprados para a volta às aulas passaram por reajustes. Adotamos em não reajustar valores em produtos que já tínhamos em nosso estoque”.
Reajustes
Este ano os pais e responsáveis por estudantes estão pagando mais caro pelo material escolar. A diferença de preços dos produtos varia bastante. O desequilíbrio em alguns itens chega a mais de 113% em Manaus, a depender dos locais. Se em outros anos a pesquisa de preços era comum, em 2022, com alta na inflação, o comportamento ganhou ainda mais força.
O estudo Volta às aulas 2022, de autoria da Globo, mostra que a euforia dos lojistas não está no mesmo compasso para os pais, que sofrem com a alta dos preços. A explicação para isso é a alta carga tributária que a categoria sofreu, ultrapassando 40% em alguns itens. No topo desta lista está a caneta (50%), seguida da régua (44,7%), apontador e agenda escolar (ambos com 43,2%). Quem menos sofreu com os tributos foram os livros escolares (15,5%).
Comportamento na hora da compra
O estudo aponta ainda dois perfis de consumidor, para entender o comportamento em relação aos preparativos para a volta às aulas. Dos pais com filhos em idade escolar, 95% concordam que a educação dos filhos é prioridade e 73% acreditam que são influenciados pelos filhos na hora da compra.
Já os estudantes de Ensino Médio, Faculdade ou Pós-graduação acreditam que mais importante que o diploma é a qualidade do que se aprende (92%). Como muitos desta faixa etária ainda não possuem muito poder de compra, eles são movidos por ofertas e descontos. E essas compras, frequentemente ocorrem pela internet (40% acima da média da população).







