Pesquisa revela redução do custo de vida da classe média brasileira em abril

Em: 19 de maio de 2009
A queda dos preços de dois produtos com grande participação no mercado -Alimentação e Habitação- contribuiu para a redução no ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média), elaborado em parceria pela Fecomercio e a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil)
A queda dos preços de dois produtos com grande participação no mercado -Alimentação e Habitação- contribuiu para a redução no ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média), elaborado em parceria pela Fecomercio e a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil)

A queda dos preços de dois produtos com grande participação no mercado -Alimentação e Habitação- contribuiu para a redução no ICVM (Índice do Custo de Vida da Classe Média), elaborado em parceria pela Fecomercio e a OEB (Ordem dos Economistas do Brasil).
O indicador, que abrange o intervalo de renda entre 5 e 15 salários mínimos, registrou em abril variação de 0,28%, menor que a verificada no mês anterior (0,40%) e em março de 2008 (0,46%). A variação acumulada nos últimos 12 meses recuou de 6,54% para 6,34%. No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, ficou em 1,50%.
Um dos grupos que puxou essa menor variação do índice foi Alimentação, registrando em média redução de -0,25% em seus preços, ante a elevação de 1,05% em março deste ano e 11,09% no acumulado de 12 meses terminados em abril.
Segundo Gílson de Lima Garófalo, vice-presidente da OEB e economista da Fecomercio, o subgrupo que modificou este comportamento foi ‘Alimentos in natura’, que passou de 6,25% em março para -0,76% em abril. “Importantes variações explicam esta queda, tais como laranja (-7,14%) e abacaxi (-14,32%), ocasionando redução de -2,86% no segmento das frutas”, afirmou Garófalo.
Os preços dos legumes cederam -3,07% devido à redução dos preços do tomate (-2,80%), da cenoura (-6,51%) e do chuchu (-9,27%). As verduras apontaram diminuição de preços de -2,26%, motivada pelas baixas da alface (-7,20%) e da escarola (-4,18%).
Por outro lado, os preços dos tubérculos subiram 8,16% e os dos ovos 5,25%. O subgrupo Semielaborados apresentou variação de -0,46%, com a queda de -4,04% dos cereais, -0,76% das carnes bovinas e a elevação de 4,71% do leite longa vida.
Os itens do subgrupo Industrializados, na média, indicaram estabilidade de preços, registrando uma variação de apenas 0,06%.

Redação

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