Petroleiros em greve na Reman

Em: 18 de outubro de 2013
Trabalhadores aderiram ao movimento que busca ganho real de 5%
Trabalhadores aderiram ao movimento que busca ganho real de 5%

Petroleiros de Manaus iniciaram, ontem, uma greve na Reman (refinaria de Manaus). Eles reivindicam reajuste salarial, benefícios sociais, além de protestar contra o projeto de lei (PL) 4.330. A paralisação começou às 23h de quarta-feira (16). Durante o movimento, a Reman opera com sistema de revezamento de turno para garantir apenas a operação mínima. Não deve haver desabastecimento de combustíveis, uma vez que a Petrobras conta com reservas do produto. As informações são do coordenador do Sindpetro (Sindicato dos Petroleiros no Amazonas), Acácio Carneiro.
Vale ressaltar que a realização do primeiro leilão do pré-sal da bacia de Santos, do campo de Libra, no Rio de Janeiro – programado para a próxima segunda-feira –também foi citado pelo Sindpetro entre as razões para a greve em Manaus, embora não seja a principal motivação.
Na bacia de Campos (RJ), o leilão motivou a paralisações em 42 plataformas da Petrobras, segundo a Fup (Federação Única dos Petroleiros). A Petrobras não comentou o assunto.
A greve é organizada pela Fup e pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), que reúne sindicatos regionais. A decisão da Fup é parar as atividades por 24 horas, enquanto a FNP anunciou que pretende cruzar os braços até a suspensão do leilão. As duas entidades reúnem os 85 mil empregados da Petrobras, sendo 70% filiados à Fup.
Em carta à Petrobras, a FNP alerta que a greve de 24h poderá ser estendida se não houver acordo. A entidade pede que os dias parados não sejam descontados, como prevê a legislação, e garante a manutenção dos serviços essenciais, como abastecimento de gás e combustíveis.
Além da suspensão do leilão, que não depende da empresa, mas de seu controlador, a União, os petroleiros querem aumento salarial de 11,6%, um aumento real de 5%, e o arquivamento do projeto de lei 4.330, conhecida como a lei da terceirização, o que também não depende da Petrobras.
Segundo a Fup, nos campos de produção terrestre da Bahia os petroleiros anteciparam a paralisação para as 20 horas de ontem nas estações de Candeias, São Francisco do Conde, São Sebastião do Passe, Socorro, Marapé e Dom João.
Nas refinarias de Duque de Caxias (Reduc, RJ), Manaus (Reman), Paulínia (Replan, SP) e Mauá (Recap, SP), os trabalhadores cortaram a rendição do turno às 23h e 23h30. O mesmo aconteceu nos terminais de Cabiúnas (Norte Fluminense), Campos Elíseos (Duque de Caxias, RJ), Guararema, São Caetano, Barueri e Guararema (São Paulo) e na Termorio (Duque de Caxias).
Na refinaria Landulpho Alves (Rlam, Bahia), a paralisação começou à zero hora desta quinta-feira.
No Terminal de Cabiúnas, em Macaé, houve corte de rendição às 23h e a operação foi assumida pela equipe de contingência da empresa. O Sindpetro-NF, um dos filiados da FNP, recebeu informação de que a entrega da operação também foi antecipada na plataforma P-8, a bacia de Campos.
Segundo a Fup, no Terminal de Guararema, em São Paulo, 100% do turno aderiu à greve. Na Reduc, em Duque de Caxias, a participação dos trabalhadores do turno é de 85% e na Termorio, termelétrica no Rio de Janeiro, também foi de 100%. Na Reman, a adesão é também de 100% do turno.
*Colaborou: Lucas Câmara

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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