Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto acumulou crescimento de 6,4% até o terceiro trimestre de 2008. Destaca-se que é o melhor resultado para o acumulado até o terceiro trimestre desde o início da série – no penúltimo trimestre de 2007, a elevação acumulada foi de 5,5%. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, o PIB apresentou incremento de 1,8% (a maior variação desde o segundo trimestre de 2005, que foi de 2,3%), considerando a série livre de efeitos sazonais. Já frente ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB brasileiro assinalou alta de 6,8%. Nos últimos quatro trimestres com relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, houve crescimento de 6,3% (taxa que vem crescendo progressivamente desde o segundo trimestre de 2006).
O fato é que o terceiro trimestre foi um período positivo para todos os segmentos da atividade econômica, com alguma desaceleração no setor Agropecuário. Ao se comparar o terceiro trimestre de 2008 com o mesmo trimestre de 2007, nota-se que a Indústria se destacou com crescimento de 7,1%. Dentre seus setores, os mais dinâmicos, nessa comparação, foram: Construção (11,7%), Extração Mineral (7,8%) e Indústria de Transformação (5,9%). Cabe ressaltar esse resultado expressivo da Indústria de Transformação, a maior taxa de variação atingida para um terceiro trimestre, nessa base de comparação, em toda a série histórica. Os resultados também foram bons para a Agropecuária (6,4%) e para os Serviços (5,9%) – sempre na comparação terceiro trimestre de 2008 com o mesmo trimestre de 2007. No caso da Agropecuária, nota-se que essa taxa de variação é menor do que a do segundo trimestre de 2008 (9,3%) e das taxas registradas nos terceiros trimestres de 2006 (13,5%) e 2007 (8,7%). Nos setores dos Serviços, os que apresentaram os melhores desempenhos foram: Serviços de Informação (10,0%), Comércio (9,8%) e Intermediação Financeira (8,8%) – este último também apresentou desaceleração frente ao segundo trimestre deste ano (10,2%) e ao mesmo trimestre de 2007 (12,4%).
No acumulado do ano, a Agropecuária foi o setor que mais cresceu (6,7%), seguido pela Indústria (6,5%) e Serviços (5,5%). Dentro do setor industrial, os destaques foram: Construção (10,2%) e Indústria de Transformação (6,1%). Já nos serviços, as maiores taxas de crescimento vieram de: Intermediação Financeira (10,7%), Serviços de Informação (8,8%) e Comércio (8,6%). Ao se comparar o terceiro e o segundo trimestres de 2008, com dados sem efeitos da sazonalidade, a Indústria foi o grande destaque, com o aumento de 2,6%, após a elevação de 1,1% no trimestre anterior. A Agropecuária teve alta de 1,5% e os Serviços, de 1,4%. Ressalte-se que a Indústria está a nove trimestres consecutivos sem assinalar recuo.
No acumulado até setembro de 2008, o componente da demanda interna que registrou a mais elevada taxa de crescimento foi a Formação Bruta de Capital Fixo, de 17,3%, a maior expansão verificada desde o início da série em 1996. Outro destaque foi o Consumo das Famílias, que
apresentou alta de 6,5%. O Consumo do Governo assinalou aumento de 5,7%. Já as Importações cresceram 22,6% e as Exportações, 1,6%. Na comparação terceiro e segundo trimestres de 2008, com dados dessazonalizados, contribuindo para a elevação de 2,6% do PIB: Formação Bruta de Capital (6,7%), Consumo das Famílias (2,8%) e Consumo do Governo (1,5%). Já as exportações assinalaram recuo de 0,6%, enquanto que as Importações, alta de 6,4%. Frente ao período julho-setembro de 2007, a Formação Bruta de Capital apareceu mais uma vez a frente, com salto de 19,7%, seguido pelo Consumo das Famílias (7,3%) e Consumo do Governo (6,4%). Aqui mais uma vez as Exportações (2,0%) tiveram desempenho muito inferior ao das Importações (22,8%).
O resultado global dessa evolução muito positiva da economia brasileira é que a Indústria veio conquistando participação desde o primeiro trimestre de 2008, partindo de 22,6% do PIB e chegando a 25,3% no terceiro trimestre. Todos os setores industriais, com exceção de Produção e Distribuição de Eletricidade e Gás (que caiu de 2,9% no começo do ano para 2,6% no terceiro trimestre), seguiram essa mesma tendência, com destaque para Indústria de Transformação, que partiu de 13,3% no primeiro trimestre para 14,7% no terceiro. Já na ótica da demanda, o maior destaque no terceiro trimestre é a Formação Bruta de Capital Fixo, que chegou à sua maior participação no PIB (20,4%) desde o início da série em 1995 – destacando-se a elevação de 1,9 p.p. frente ao segundo trimestre. De modo geral, a maior participação continuou sendo o Consumo das Famílias, com 60,5% do PIB, seguido pelo Consumo do Governo (18,5%). As Exportações tiveram, no terceiro trimestre, uma participação em relação ao PIB ligeiramente maior que as Importações: 15,2% contra 14,7%.
Vale também apontar que as maiores contribuições para o desempenho do PIB brasileiro no penúltimo trimestre de 2008 foram: Consumo das Famílias com 4,4% (tendo o maior peso desde o 2º trimestre de 2004) e Formação Bruta de Capital (3,6%, o maior valor da série). O Consumo do Governo teve contribuição de 1,2%, após contribuir no segundo trimestre com 0,8%.
PIB apresenta incentivo redobrado e elevação acumulada de 5,5%
Em: 11 de dezembro de 2008
Segundo os dados divulgados pelo IBGE, o Produto Interno Bruto acumulou crescimento de 6,4% até o terceiro trimestre de 2008
Redação
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