PIB – ONU corta previsão de crescimento do Brasil

Em: 18 de janeiro de 2012
A economia brasileira deve crescer 2,7% em 2012, quase a metade da estimativa divulgada no final de 2011, que era de 5,3%, segundo relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) divulgado nessa terça-feira.
A economia brasileira deve crescer 2,7% em 2012, quase a metade da estimativa divulgada no final de 2011, que era de 5,3%, segundo relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) divulgado nessa terça-feira.

A economia brasileira deve crescer 2,7% em 2012, quase a metade da estimativa divulgada no final de 2011, que era de 5,3%, segundo relatório da Unctad (Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento) divulgado nessa terça-feira. De acordo com estimativa do órgão da ONU, o PIB mundial crescerá apenas 0,5% neste ano. Para a União Europeia, o órgão vê crescimento de de 0,7%. Para os Estados Unidos, a Unctad estima avanço de 1,5% em 2012.
Os especialistas da entidade afirmam que a economia mundial está à beira de uma nova recessão, se os governantes não conseguirem frear o aumento do desemprego, evitarem a escalada dos riscos gerados pela crise da dívida soberana e a fragilidade do setor financeiro. O relatório define o desemprego como “o calcanhar de aquiles” da recuperação econômica na maior parte dos países desenvolvidos e ressalta que o “déficit global de 64 milhões de empregos deve ser eliminado”.
“A economia mundial está oscilando e muito perto de uma nova recessão. Espera-se crescimento anêmico nos anos de 2012 e 2013. Os problemas que assolam a economia mundial são múltiplos e interligados. Entre os maiores desafios está a luta contra a crise do emprego e o declive das perspectivas de crescimento, especialmente no mundo desenvolvido”, diz o estudo.
“Com a projeção de recessão, no entanto, o déficit de empregos no mundo se elevaria para 71 milhões, 17 milhões somente nos países ricos”. De fato, o texto não prevê melhorias no cenário. A estimativa é que os percentuais de desemprego não voltem à situação pré-crise “pelo menos até 2015”. O desemprego entre os jovens é um dos principais problemas a ser combatido, atingiu 18% em 2011, “com situações especialmente surpreendentes: na Espanha 40% dos jovens estão desempregados”.

Redação

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