Três áreas foram definidas pela equipe do projeto “Pesquisa, desenvolvimento e inovação em pinhão-manso para produção de biodiesel” (BRJatropha) como foco das atividades nos próximos dois anos: o desenvolvimento de cultivares com alta produtividade de grãos, a destoxificação da torta e o estabelecimento de sistemas de produção com baixo custo, especialmente no que diz respeito à colheita e ao controle de pragas e doenças. Iniciado em 2010, com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos -Finep, o BRJatropha é liderado pela Embrapa Agroenergia (Brasília/DF) e reúne mais 21 instituições de pesquisa que trabalham com o pinhão-manso nas cinco regiões do Brasil. Inicialmente aprovado para 36 meses, o projeto foi prorrogado. “Teremos mais dois anos para avançar com as pesquisas”, diz o líder da iniciativa, Bruno Galveas Laviola, que é pesquisador da Embrapa Agroenergia.
Laviola ressalta que a rede de pesquisa já obteve resultados importantes na primeira etapa do projeto, a começar pela constituição de um banco ativo de germoplasma, nos campos experimentais da Embrapa Cerrados (Planaltina/DF), com mais de 220 acessos de várias regiões do País e do exterior. Estudando esse e outros campos experimentais mantidos por parceiros, também foi possível avançar no conhecimento sobre espaçamento de plantas, sistema de poda, produção de sementes, consórcio com outras culturas e fabricação de biodiesel a partir do óleo.
As pesquisas também conseguiram identificar as principais pragas e doenças que acometem o pinhão-manso: ácaro branco, percevejo, oídio, podridão do colo e bacteriose. “Como a base genética de pinhão-manso no Brasil é estreita, a maior parte dos materiais é suscetível a elas”, afirma o pesquisador da Embrapa Agroenergia. Como estratégia para reduzir o custo de produção associado ao controle dessas pragas e doenças, têm sido introduzidos nos estudos genótipos de outros países. Além disso, produtos fitossanitários estão sendo avaliados.
Colheita
Outro ponto em que os pesquisadores estão trabalhando para reduzir o custo de produção é a colheita, que atualmente é manual. “O uso de equipamentos para mecanizá-la ou semimecanizá-la é essencial para tornar a produção mais barata”, enfatiza Laviola. Testes com colheitadeiras utilizadas em outras culturas perenes, como a do café, estão sendo realizados pelo projeto BRJatropha. Um fator positivo é que plantas adultas (a partir dos três ou quatro anos) têm apresentado maturação mais uniforme de frutos do que as mais jovens.







