Várias questões, diariamente, são debatidas pelos economistas dentre elas, a taxa de crescimento do PIB (produto interno bruto) e como fazer para elevá-la. Respostas, no entanto, não são nada simples. Essa discussão tentará contribuir para o debate sobre as condições de se entender o crescimento econômico sustentável através da avaliação do cenário que se descortina para a economia de 2008.
Para o Brasil, os últimos quatro anos representaram período de condições econômicas externas muito favoráveis, o que possibilitou a economia brasileira alcançar um patamar de fatores positivos, notadamente no controle da inflação e de superávits econômicos primários. Balanço de Pagamentos [(exportações (-) importações)], volume de reservas internacionais positivas, taxa de empregos crescentes, taxa de atração de investimentos externos positiva, mas com uma característica com significância restritiva, isto é, a baixa taxa de crescimento do PIB, assim como, carga tributária excessiva, o que eleva os custos de produção e restringe o crescimento econômico. O que nos parece uma incongruência para a análise técnica da questão. Sem levar em consideração o envergonhante e retrógrado cenário político.
Em 2008, o cenário econômico já enfrenta o primeiro grande teste, com os problemas no mundo financeiro global em desaceleração e a crise nos Estados Unidos da América, em meio a pressões inflacionárias crescentes e preocupantes em muitos países latino-americanos. Estudos da EIU (Economist Intelligence Unit) acusa moderada desaceleração do crescimento econômico, visto apresentar para o PIB, taxa de crescimento médio de 4,3% para 2008. Portanto, a crise americana deverá contaminar, para mais ou menos, as economias latino-americanas, dentre elas a brasileira. Porque nenhuma economia mundial atua isoladamente.
O principal contágio será a menor demanda por produtos exportados, a queda da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e a diminuição do fluxo de remessas de dólares de brasileiros radicados nos EUA. Afinal de contas, os EUA são o principal parceiro comercial brasileiro. No entanto, existem tendências positivas de diversificar o mercador exportador brasileiro, principalmente para países do leste europeu e da Ásia, como a China, com significativa demanda por comodities agrícolas.
Fora o risco da contaminação da crise americana, existe latente na economia brasileira, o risco crescente da pressão inflacionária, principalmente em alimentos, combinados com a seca, escassez de energia, alta do preço do petróleo, crescente demanda por biocombustíveis e queda de nos estoques de comodities agrícolas, necessidade de reformas tributária e previdenciária, ano eleitoral, queda da taxa de juros americanos, e a sustentação conservadora da taxa de juros brasileira, dentre outros.
Assistimos a autoridades oficiais enfatizarem um crescimento do PIB estimado em 5% e a taxa de inflação em 4,1%. Por outro lado, autoridades privadas focarem nos gargalos que nossa economia terá que enfrentar em 2008, tais como: investimentos em infra-estrutura insuficiente, vejam o desempenho pífio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), crise anunciada no segmento de energia e transporte, e, mais uma vez, a necessidade de maiores e melhores investimentos em educação, como plataformas para os novos desafios desse novo ritmo de desenvolvimento econômico brasileiro, frente à incógnita equação dessa crise dos EUA. Assim, suas perspectivas para 2008, são taxa de inflação de 4,2% e crescimento acima de 5,5% do PIB.
Mercado interno
A população brasileira absorveu com grande júbilo e alívio a extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) e desacredita do alarde que o agente governo faz dessa racional eliminação tributário das costas do povo e veremos isso nas eleições vindouras. Caminhamos para uma estrutura de governo que gaste menos e aplique os recursos financeiros mais racional economicamente. Governo obeso e perdulário que gas







