Pólo de duas rodas faz paralisação preventiva

Em: 20 de outubro de 2008
Mesmo diante da postura otimista do Executivo de projetar que o estrangulamento das linhas de crédito atingirá de forma branda a economia nacional, duas das maiores empresas do pólo de duas rodas no Amazonas paralisaram parte das atividades fabris
Mesmo diante da postura otimista do Executivo de projetar que o estrangulamento das linhas de crédito atingirá de forma branda a economia nacional, duas das maiores empresas do pólo de duas rodas no Amazonas paralisaram parte das atividades fabris

Mesmo diante da postura otimista do Executivo de projetar que o estrangulamento das linhas de crédito atingirá de forma branda a economia nacional, duas das maiores empresas do pólo de duas rodas no Amazonas paralisaram parte das atividades fabris por 11 dias consecutivos na manhã de ontem.
A perspectiva nebulosa com relação à retomada das linhas de financiamento internacional e às elevadas taxas de juros nos contratos de compra e venda no mercado interno, porém, foi apontada como principal razão para a medida.
Segundo o diretor da Yamaha Motor da Amazônia, Genoir Pierosan, a desconfiança no consumidor refletida pela escassez nas linhas de crédito dos bancos acendeu a luz amarela de várias empresas, as quais optaram por dar férias coletivas como medida mais segura para a manutenção dos níveis de investimento. No entendimento do executivo, os 11 dias em que a Yamaha vai paralisar duas das três linhas de produção, deixando de produzir 16 mil motocicletas, serão suficientes para a empresa ter uma visão mais abrangente do mercado interno. “A parada é necessária para que possamos entender como o mercado vai se comportar diante da restrição de crédito”, ressaltou.
Já o diretor institucional da Moto Honda da Amazônia e presidente da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), Paulo Takeuchi, durante coletiva sobre os impactos que a paralisação de duas das quatro linhas de produção da fábrica terá sobre o mercado interno, disse que a paralisação de onze dias seguidos atingirá apenas 2% do plano de faturamento previsto para este ano. Na ocasião, o executivo acrescentou ainda que a medida compreendia um caráter meramente preventivo, apesar de ter calculado que a unidade fabril perderá com a não produção de 40 mil motocicletas durante o intervalo.
“Estamos tomando medidas preventivas para ajustar a produção, porque, como todo mundo sabe, a crise atingiu instituições financeiras e isso obviamente acabou acarretando um prejuízo na nossa comercialização através da limitação do crédito nas lojas”, disse na ocasião.
A paralisação das maiores montadoras do pólo de duas rodas seguirá até o dia 31 deste mês e atingirá ao total 28 empresas de bens intermediários do pólo industrial, das quais 21 são fornecedoras integrais da Moto Honda.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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