Ponte aquece mercado imobiliário na RMM

Em: 17 de outubro de 2011
Com a proximidade da inauguração da ponte Rio Negro, crescem as expectativas de expansão do mercado imobiliário e do comércio na margem direita do Rio Negro, em área incluída na Região Metropolitana de Manaus
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Com a proximidade da inauguração da ponte Rio Negro, crescem as expectativas de expansão do mercado imobiliário e do comércio na margem direita do Rio Negro, em área incluída na Região Metropolitana de Manaus

Com a proximidade da inauguração da ponte Rio Negro, crescem as expectativas de expansão do mercado imobiliário e do comércio na margem direita do Rio Negro, em área incluída na Região Metropolitana de Manaus.
Desde o anúncio da construção da ponte que unirá Manaus a Iranduba, as terras do distrito do Cacau Pirêra têm sido cada vez mais valorizadas. “Com a inauguração da ponte, essa valorização vai aumentar, mas ainda aos poucos porque depende da oferta e da procura”, disse o presidente do Creci (Conselho Regional de Corretores de Imóveis da 18ª região – AM/RR), Paschoal Rodrigues.
Segundo Rodrigues, a inauguração da obra proporcionará o surgimento de “uma nova (ou um novo?) Manaus” do outro lado da ponte.
Incorporadoras e Construtoras já estão fazendo projetos residenciais para aquela área, que deverá atender a todas as faixas sociais, podendo até ter financiamentos pelo projeto Minha Casa, Minha Vida do governo federal.
Para o presidente do Creci, uma das razões para a valorização das terras do Cacau Pirêra está na movimentação de quem mora em Manaus para Iranduba. “Muitos vão querer morar no outro lado, principalmente por causa do trânsito, como por exemplo, para chegar até o Centro. Mas outros continuarão indo como opção de lazer no fim de semana”, acrescentou.
Mesmo com a valorização das terras de Iranduba, Manaus não terá perdas. Há o Distrito Industrial, que a partir da utilização da ponte será até mais atrativa para quem vem dos municípios próximos. “A ponte vai trazer mais acesso para ambos os lados”, disse Rodrigues.
Para o assessor de economia da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Amazonas), José Fernando Pereira, uma das grandes mudanças que vão acontecer por conta da utilização da ponte é a transformação do município de Manacapuru em um entreposto comercial de Manaus para os municípios do Rio Solimões e vice-versa. “Com a ponte, vai ficar mais fácil o escoamento da produção desses municípios”, pontuou.
Com a posição estratégica de Manacapuru, o setor de comércio e serviços se expandirá fazendo desse município um grande centro de distribuição, para Manaus e para o interior do Amazonas. “Isso vai acontecer porque Iranduba, o outro lado do rio, vai ficar mais perto que muitos bairros de Manaus. Hoje o trânsito de Manaus é carregado demais e isso faz com que se procure novas rotas”, disse o economista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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