Portarias federais esvaziamento do PIM

Em: 18 de outubro de 2011
Novas medidas do governo federal, por meio de recentes portarias baixadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apontam para o total esvaziamento do PIM
Novas medidas do governo federal, por meio de recentes portarias baixadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apontam para o total esvaziamento do PIM

Novas medidas do governo federal, por meio de recentes portarias baixadas pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apontam para o total esvaziamento do PIM (Polo Industrial de Manaus). As medidas, de acordo com o ex-senador Arthur Neto (PSDB) e o deputado estadual José Ricardo (PT), afetam a competitividade da Zona Franca de Manaus e dez mil postos de trabalho na capital.
Depois de perder modens e tablets, o PIM, de acordo com eles, amarga novos golpes consequentes de portarias dos ministros Aloízio Mercadante e Fernando Pimentel autorizando a produção de carregadores de celulares em qualquer região do país. As portarias “atingem em cheio” o polo de celulares do PIM, alerta Arthur.
“Claro que as empresas que fabricam celulares em Manaus vão preferir comprar carregadores em Manaus, mas outras que fabricam os aparelhos fora da nossa capital não procederão da mesma forma, essas portarias vão na contramão das coisas”, diz José Ricardo, preocupado com a situação que, conforme expressou ao Jornal do Commercio, pode piorar e enfraquecer o polo de componentes do PIM.

Guerra

José Ricardo também vê com preocupação a situação do polo de duas rodas em Manaus, sobretudo depois que a empresa chinesa Shineray decidiu se instalar no Estado de Pernambuco para produzir motocicletas. “Como não há incentivos fiscais fora do Amazonas para uma empresa desse segmento industrial se instalar em outro Estado, nos parece que o governo pernambucano deve ter concedido outras espécies de incentivos a essa empresa”, observa, resssaltando que o fato representa “uma nova guerra fiscal em curso”.
José Ricardo acredita que, dentre outras coisas, o governo de Pernambuco deve ter doado terreno para a instalação da Shineray, o que deve levar a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) à reflexão. “No projeto original da ZFM consta a questão da doação de terrenos para facilitar a atração de empresas para o nosso parque industrial, mas isso virou um gargalo na ZFM, um gargalo que ninguém resolve”, argumenta.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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