Portugal pode ser entrada de negócios para o país

Em: 8 de agosto de 2010
Com o tema, “Portugal: uma visão da modernidade, da crise e das oportunidades”, o evento foi uma realização do Jornal do Commercio e do Consulado de Portugal
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Com o tema, “Portugal: uma visão da modernidade, da crise e das oportunidades”, o evento foi uma realização do Jornal do Commercio e do Consulado de Portugal

“Portugal pode ser a porta de entrada para o Brasil conseguir novas oportunidades de negócios junto a União Europeia”, essa foi a afirmação feita pelo advogado português, Miguel Reis, em palestra realizada na última quinta-feira, 5, no Salão Nobre da Beneficente Portuguesa. Com o tema, “Portugal: uma visão da modernidade, da crise e das oportunidades”, o evento foi uma realização do Jornal do Commercio e do Consulado de Portugal.
Reis veio ao Brasil, a convite do JC, para falar das novas oportunidades que a conjuntura atual abre às empresas brasileiras. O advogado ainda fez um panorama da situação em que se encontra a União Europeia com relação à crise que se instalou naquele continente.
“Diante das dificuldades há momentos de grandes oportunidades, mas para que isso aconteça é preciso que haja conhecimento”, frisou.
A discussão tratou basicamente da problemática das crises econômicas e das oportunidades que esse período traz para o empresário, levando em consideração as evoluções do passado e o que pode ser feito hoje.
Segundo o advogado, Portugal é a plataforma natural para a entrada das empresas brasileiras no Continente Europeu por ter tecnologias que o Brasil conhece, mas não tem conhecimento para usufruir, como por exemplo, as de telefonia. Outra maneira apontada pelo português para facilitar as relações empresariais com a União Europeia é trabalhar o estreitamento com as lideranças portuguesas.
“Acredito que deve haver mais aproximação entre os dois países para estreitar as relações comerciais existentes. Já que o Brasil é um dos países que mais tem evoluído no mundo”, enfatiza.
Reis acredita que os dois países possuem semelhanças que contribui para a sua aproximação. “Por se falar a mesma língua, e por sermos muito parecidos na forma de governar nossas casas, os brasileiros se sentem como se estivessem em seu lar quando visitam Portugal. É como se estivessem em outro Estado brasileiro”, explicou.
Perguntado sobre quais as vantagens econômicas que os dois países poderiam tirar diante da crise que a Europa enfrenta, Reis foi taxativo. “Esta crise não é econômica, o que há é uma crise financeira que foi importada dos Estados Unidos, contaminando todo o sistema financeiro. O que se observa, no momento, é que se fala muito da dívida da Grécia, de Portugal, mas não se houve falar da dívida dos Estados Unidos nem da Inglaterra”.

Convidados ilustres

A palestra contou com as presenças do presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio, do vice-presidente, Sócrates Bomfim Neto e do Cônsul de Portugal no Amazonas, José Azevedo.
O presidente do Jornal do Commercio, Guilherme Aluízio, ressaltou a importância do tema abordado pelo advogado Miguel Reis.
“A temática colocada em questão é de suma importância para a realidade do que vivenciam os dois países. Estreitar as relações comerciais seria um grande avanço”, enfatizou.
Depois da palestra, o cônsul de Portugal se emocionou ao recordar da sua infância pobre, ao lado de seus pais, e do convívio com grandes dificuldades. Ao chegar ao Amazonas, ele trabalhou arduamente na agricultura, e hoje é conhecido como um dos grandes empresários do Estado. “Naquele tempo tudo era muito difícil, tínhamos que botar a mão na terra, acordar cedo, dormir tarde, não havia tecnologia para ajudar, não era nada fácil”, recordou emocionado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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