Posição da China sobre yuan pode causar guerra comercial

Em: 14 de outubro de 2010
O maior exportador da Europa, a Alemanha, manteve a pressão para que a China alinhe de forma mais justa sua moeda com as de seus parceiros comerciais
O maior exportador da Europa, a Alemanha, manteve a pressão para que a China alinhe de forma mais justa sua moeda com as de seus parceiros comerciais

O maior exportador da Europa, a Alemanha, manteve a pressão para que a China alinhe de forma mais justa sua moeda com as de seus parceiros comerciais. O governo alemão alertou que uma guerra comercial pode resultar da competição entre os países para ajudar seus exportadores por meio do controle de suas moedas.
O ministro da Economia alemão, Rainer Bruederle, afirmou que depende da China evitar uma disputa comercial prejudicial com os EUA. “Nós precisamos ter cuidado para que a guerra cambial não se transforme em guerra comercial”, disse o ministro em entrevista ao jornal Handelsblatt. “A China carrega muita responsabilidade para garantir que isso não cresça”, acrescentou.
Bruederle não quis especificar quais medidas podem ser tomadas para contrabalançar a política da China de manter a taxa de câmbio do yuan baixa, que alguns governos do Ocidente dizem dar às exportações chinesas uma vantagem competitiva injusta. Mas o ministro alertou que tarifas de importação punitivas, que os legisladores dos EUA estão considerando, “apenas levariam a retaliação”.
Há anos a Europa vem pedindo que a China tenha um regime cambial mais flexível, porque o fortalecimento do euro torna os produtos europeus mais caros no mercado global. A Alemanha é particularmente vulnerável a qualquer possível guerra cambial ou comercial por causa de seu forte setor exportador.
Bruederle está na China e vai representar a Alemanha na reunião do G-20 da semana que vem, na Coreia do Sul. As reuniões anuais do FMI (Fundo Monetário Internacional) e do Banco Mundial, no último fim de semana, se tornaram um fórum de queixas sobre a depreciação cambial competitiva e terminaram sem consenso sobre como agir contra isso.
Pequim estava isolado nessa questão. No entanto, recentes medidas monetárias tomadas por Japão, Brasil, Tailândia, Austrália e outros países também podem ter como resultado a redução do valor de suas moedas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar