A criação da carreira de médico para ingressar no serviço público por meio de concursos regionalizados é o fundamento de uma PEC (Projeto de Emenda Constitucional) que será apresentada pelo deputado estadual Luiz Castro (PPS) na primeira quinzena de fevereiro, após o recesso parlamentar da Assembleia Legislativa. Os salários dos médicos, de acordo com Castro, seriam bancados pelo Governo do Estado e complementados com recursos de um fundo compartilhado por todos os municípios amazonenses.
Castro aposta na sensibilidade do governador Omar Aziz (PSD) e da SUSAM (Secretaria de Saúde do Estado do Amazonas) para a aprovação da PEC na Aleam como solução definitiva para a fixação de médicos no interior. “Acredito que a nossa PEC é racional e bastante oportuna. Nada a ver com a questão profissional dos médicos em relação à Susam. Aliás, a Susam não pode achar que os deputados de oposição possuem uma visão limitada da saúde e se recusar a dialogar com a gente. Na verdade, nós podemos ajudar o Governo do Estado a melhorar os serviços de saúde no interior”, destaca.
Além da questão da valorização profissional, com segurança financeira, os médicos não seriam mais expostos à perseguição política dos mandatários municipais. “Hoje, se o médico não é aliado do prefeito, ele é perseguido, o prefeito oferece vantagens e as tira conforme seus interesses políticos. Com a nossa PEC, a relação seria profissional, a relação não seria mais discricionária, pois o município seria apenas um contribuinte do fundo ou consórcio criado para bem remunerar os profissionais de saúde”.
Com a realização dos concursos, a atividade médica, na opinião de Castro, não seria mais refém das cooperativas, as quais se limitariam a funcionar somente nos serviços de urgência e emergência. “Entendo que o restante dos serviços de saúde deveria ser preenchido totalmente por médicos de carreira”, diz o deputado, ressaltando que os certames seriam realizados em cada microrregião do Estado e os salários seriam reforçados pelo fundo ou consórcio municipal. Um salário de R$ 18 mil seria reforçado com o suporte financeiro do fundo municipal. “Assim os salários dos médicos seriam muito atrativos no interior”, afirma o parlamentar.
Aposentadoria
Os concursos, na visão de Castro, permitiriam uma carreira organizada para o médico progredir profissionalmente. “O médico sairia de um município distante para outro mais próximo da capital de forma natural e o fundo seria parte dos atrativos que apoiariam a sua permanência no interior, bancando residência e meios de locomoção para a participação em cursos e seminários em Manaus, com recebimento de diárias”.
Os concursos também assegurariam aposentadoria tranquila aos médicos, assinala Castro. “Eles estariam tranqüilos quando completassem seu tempo de trabalho no serviço público e aqueles que quisessem permanecer no interior, permaneceriam lá sem problemas. Sei que os médicos podem abrir mão de algum conforto na capital em troca de uma boa carreira. Os médicos da antiga Fundação Sesp faziam concurso no Rio de Janeiro e iam parar até em Eirunepé, no Amazonas, com grandes vantagens. Conheço o exemplo de um médico, Ciro, que começou no Rio de Janeiro, trabalhou em Eirunepé e se fixou em Manaus, não mais querendo retornar ao Rio”.
PPS tem receita para carreira de médico no interior
Em: 24 de janeiro de 2013
A criação da carreira de médico para ingressar no serviço público por meio de concursos regionalizados é o fundamento de uma PEC…
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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