A campanha eleitoral esquentou mais com a propaganda gratuita e obrigatória veiculada no rádio e na TV, mesmo que essa programação tenha pouco público, como é o caso daquela transmitida, via emissoras de rádio, entre 6h e 6h30, embora o problema do público envolva a questão cultural da população preferir o entretenimento à informação.
No entanto, dependendo do enfoque dado ao programa, e do candidato, no caso daqueles produzidos para exibição na TV, a situação é mais grave: as imagens vão ser todas muito lindas ou nada presta, tudo é feio para mostrar a inépcia dos administradores que estão ou estiveram no poder.
As projeções feitas para a eventual administração apresentadas pelo candidato ou candidata pintam uma Manaus onde as crianças têm escolas de primeiro mundo, o transporte público é equiparado aos das cidades onde esse serviço é eficiente e barato, enquanto o atendimento no serviço de saúde funciona, isso para ficar em três setores onde a cidade necessita de melhorias urgentes.
No contraponto, um candidato a prefeito resolveu mostrar a parte mais sofrida da cidade, sem asfalto, saneamento, transporte precário, sem água e muito menos escolas e postos de saúde decentes, mas no quesito propostas de melhorias, essas são escassas e redundantes, parecendo cópias de uns para outros.
Apontar erros do passado e insinuar situações menos favoráveis aos adversários tem colocado molho picante na propaganda de candidatos que já usam a TV em programas com audiência certa naquele estrato populacional onde a informação dos telejornais cede lugar aos programas ‘mundo cão’, mais ao gosto desse segmento.
Por outro lado, é possível avaliar que, embora ainda tenha candidato usando a expressão “deixa de ser leso e vota em mim…”, houve redução sensível na utilização do dedo indicador em riste, apontado para o telespectador/eleitor como instrumento para convencê-lo de que ninguém presta, a não ser esse único candidato no universo das mais de 800 pessoas em busca de um assento na Câmara Municipal de Manaus (CMM).
Agora, o que deve atrapalhar, e muito, a vida dos candidatos, são aqueles cabos eleitorais que faturam uns trocados para distribuir o material impresso e preferem abandoná-lo no primeiro terreno baldio que encontram. Ruim para o eleitor, pior para quem paga a conta e fica sem nenhum resultado dessa iniciativa.
A 26 dias das eleições, em 7 de outubro, é numeroso o contingente dos que não têm candidato e é aí que até um santinho pode fazer a diferença, desde que chegue na mão apropriada e na hora certa de definir em quem vai votar.
Práticas de campanha e os indecisos
Em: 12 de setembro de 2012
A campanha eleitoral esquentou mais com a propaganda gratuita e obrigatória veiculada no rádio e na TV, mesmo que essa programação tenha pouco público
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

CNI avalia que Política Nacional de Minerais Críticos fortalece a indústria brasileira
17 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Marisa Monte são indicadas
17 de setembro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE e pede direito de resposta após propaganda eleitoral de Flávio
17 de setembro de 2026

Anúncio com a ressalva ‘só para rodar’ é sinal de documentação irregular
17 de setembro de 2026

Conselho sobre minerais críticos é detalhado com 18 competências e reforça teor geopolítico
17 de setembro de 2026

Brasil Soberano 3 começa a receber pedidos de empréstimos de empresas
17 de setembro de 2026

Produção agrícola brasileira superou R$ 927 bilhões em 2025
17 de setembro de 2026

Píer provisório do Chibatão segue para Itacoatiara e reforça logística durante vazante
17 de setembro de 2026