Preço do álcool deixa de ser competitivo em 18 Estados

Em: 18 de novembro de 2009
O preço do álcool continua subindo em todo o país e deixou de ser competitivo em 18 Estados brasileiros na segunda quinzena de novembro. O número quase dobrou desde o fim de outubro, quando eram dez Estados
O preço do álcool continua subindo em todo o país e deixou de ser competitivo em 18 Estados brasileiros na segunda quinzena de novembro. O número quase dobrou desde o fim de outubro, quando eram dez Estados

O preço do álcool continua subindo em todo o país e deixou de ser competitivo em 18 Estados brasileiros na segunda quinzena de novembro. O número quase dobrou desde o fim de outubro, quando eram dez Estados.
Já não é vantajoso abastecer com álcool no Acre, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.
Cálculos de especialistas, baseados no poder calorífico dos combustíveis, apontam que o álcool é competitivo até chegar a 70% do preço da gasolina. Para fazer a conta, divida o preço do álcool pelo da gasolina. Se o resultado ficar acima de 0,70, o álcool deixa de ser vantajoso.

Álcool acima do preço

No último dia 14, o preço do litro do álcool, de acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), estava em R$ 1,687, cerca de 2% acima do preço em que fechou outubro (R$ 1,654).
Apenas no mês passado, o preço do álcool combustível regtistrou crescimento de 10% em comparação com o mês de setembro, quando era encontrado nos postos, na média, por R$ 1,475.
Na média Brasil, se confrontado com a gasolina, cujo preço médio foi de R$ 2,535, o álcool ainda é vantajoso: custa o equivalente a 66,54% do combustível derivado do petróleo.
Mas se for avaliado por Estado, o uso do álcool não está satisfatório, em termos de economicidade, em 17 das 27 unidades federativas, além de no Distrito Federal.
Em São Paulo, principal mercado consumidor do país, o litro do álcool custava, em média, R$ 1,559 no dia 14 de novembro, 3,65% mais caro do que a média de R$ 1,504 observada no final de outubro nos postos paulistas.

Abastecer com gasolina rende bem mais ao consumidor em Roraima

No Rio Grande do Sul, o álcool representava, em 14 de novembro, 78% do preço da gasolina, ante 75% no mês passado.
Já em Santa Catarina, era encontrado por R$ 1,917, segundo o levantamento, o que indica incremento de 2,5% ante o fechamento de outubro. Assim como no Rio Grande do Sul, abastecer com gasolina compensa no Estado catarinense. Por lá, o preço do litro do álcool representa 73% do da gasolina.
Abastecer com gasolina rende mais ao consumidor em Roraima, onde o custo do litro do álcool equivale a 79% do preço da gasolina.
Pelos dados da ANP, é desvantajoso também abastecer no Pará (78% do preço da gasolina), Amapá (80%), Espírito Santo (75%), Amazonas (71%), Piauí (75%), Acre (72%) e Minas Gerais (72%).
No Sergipe, o preço, que em outubro havia ficado no limite da diferença entre os dois combustíveis, tornou a gasolina mais vantajosa, com o preço do álcool em 71% do combustível. Este é o caso também do Rio Grande do Norte (71%) e da Paraíba (71%).
Além de São Paulo, o álcool revelou-se mais vantajoso também nos Estados de Alagoas (70%), Goiás (62%), Mato Grosso (51%), Mato Grosso do Sul (70%), Paraná (67%), Pernambuco (68%), Rondônia (70%) e Tocantins (65%).

Açúcar e chuva

O preço do álcool vinha subindo em função da maior demanda por açúcar no mercado internacional, por problemas de produção na Índia.
Para suprir essa falta no mercado, as exportações do produto subiram consideravelmente, fazendo com que as usinas de cana-de-açúcar ampliassem a produção de açúcar, em detrimento ao álcool.
A ocorrência de chuvas no Centro-Sul do país também contribuiu para essa alta, ao afetar a produtividade das lavouras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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