Preço do pão francês fica estável até fim do mês

Em: 8 de setembro de 2015
Com variação de R$ 5 e R$ 7,90 no preço praticado, o correspondente a 58% entre uma panificadora e outra, o preço do quilo do pão francês deve se manter estável neste primeiro trimestre em Manaus
Com variação de R$ 5 e R$ 7,90 no preço praticado, o correspondente a 58% entre uma panificadora e outra, o preço do quilo do pão francês deve se manter estável neste primeiro trimestre em Manaus

Com variação de R$ 5 e R$ 7,90 no preço praticado, o correspondente a 58% entre uma panificadora e outra, o preço do quilo do pão francês deve se manter estável neste primeiro trimestre em Manaus. Pelo menos é o que garantiu o presidente do Sindipan (Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Amazonas), Carlos Alberto Marques de Azevedo, a despeito da expectativa de redução de 50% na produção de trigo da Argentina, maior exportadora do grão para o Brasil.
Azevedo explicou que o preço do fardo de trigo mantido desde dezembro na capital amazonense oscila entre R$ 75 e R$ 82, o que possibilitou a manutenção do preço do ‘pãozinho’. Além disso, segundo o dirigente, a estabilidade nos preços da farinha de trigo, do ‘pão brotinho’ e demais massas e biscoitos foi assegurada no início do ano por representantes da cadeia produtiva do setor. “O cenário atual é de estabilidade, tendendo para a manutenção dos preços até o fim de março, quando teremos uma reunião com outros representantes industriais, em São Paulo, onde traçaremos o cenário de vendas do setor para o próximo trimestre”, avaliou.
Atuante no setor, a empresária Núbia Barbosa Lemos disse que, diferente de outros anos, a maioria das empresas locais tem estoque suficiente para suportar aumentos de alguns ingredientes componentes da massa. A administradora elencou os preços do açúcar (alta superior a 55%) e do óleo vegetal ou gordura hidrogenada (superando os 20%), como alguns dos itens imprescindíveis na fabricação do ‘pãozinho’, cuja majoração não deve impactar na indústria manauense. “Até dezembro, o preço do açúcar variava entre R$ 23 e R$ 25. Neste mês, não se encontra fardo abaixo de R$ 42. Ainda assim, vamos manter o preço para atrair mais clientes”, concluiu a empresária.
Outro que garantiu a estabilidade nos preços foi o presidente da Associação dos Moinhos de Trigo do Norte e Nordeste, Roberto Schneider, o qual avaliou que mesmo diante da retração na produção de trigo portenho, cuja produção caiu de 16 milhões de toneladas para 9,5 milhões de toneladas de trigo, o mercado regional pode sustentar a demanda pelo ‘pão nosso de cada dia’ sem repasse de preços ao consumidor final. “Isto porque o crescimento da safra brasileira ameniza a situação, isto é, o mercado interno está cada vez menos dependente do trigo argentino”, considerou o executivo.

Conab estima safra de 5 milhões de toneladas de trigo

Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), são esperadas perto de 5,2 milhões de toneladas de trigo, crescimento de 36% em relação à safra anterior. Os maiores produtores no país são os Estados do Paraná e Rio Grande do Sul.
No mercado manauense, o Sindipan constatou a existência de 1.520 panificadoras que empregam em média seis funcionários. Desse número, 40% são informais, segundo o presidente do Sindipan, Carlos Alberto Azevedo, em cujos cálculos cerca de 8mil trabalhadores estão distribuídos entre as 238 padarias associadas na capital.
O setor de massas alimentícias, segundo o diretor-presidente da Abima (Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias), Cláudio Zanão, obteve um faturamento de R$ 5 bilhões em 2008 contra ganhos de R$ 4,51 bilhões no ano anterior, o que demonstrou que apesar da crise, a produção se manteve estável e não houve queda significativa das vendas. O empresário explicou que o resultado positivo se deveu também a uma estratégia comercial da indústria que privilegiou o consumidor. “Em 2008, experimentamos um aumento de 30% na farinha de trigo, mas, em geral, os derivados tiveram reajuste de apenas 10%”.
A Abima representa os fabricantes de massas alimentícias e derivados do trigo no Brasil. Seus associados são responsáveis por cerca de 85% do mercado nacional, com uma produção de 1,2  milhão de toneladas ao ano, faturamento de R$ 5 bilhões e geração de cerca de 25 mil empregos diretos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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