Preço em alta do trigo vai encarecer o pão em todo o país

Em: 15 de junho de 2012
Com a alta do dólar e o recente aumento das exportações brasileiras, o preço do trigo no mercado nacional está em elevação e o consumidor deve ter que pagar mais por seus derivados
Com a alta do dólar e o recente aumento das exportações brasileiras, o preço do trigo no mercado nacional está em elevação e o consumidor deve ter que pagar mais por seus derivados

Com a alta do dólar e o recente aumento das exportações brasileiras, o preço do trigo no mercado nacional está em elevação e o consumidor deve ter que pagar mais por seus derivados.
A moeda americana subiu 13% nos últimos dois meses e pressiona o valor do cereal.
A maior parte do trigo processado nos moinhos do Brasil é importada de países do Mercosul.
A indústria já cita aumento de 20% na farinha, usada para panificação e preparo de massas e biscoitos.
O Sindicato da Indústria do Trigo do Rio Grande do Sul espera reajuste de 7% no preço dos pães.
Em São Paulo, o Sindicato da Indústria da Panificação estima que o preço do pão aumente, em média, 5% no Estado neste mês em razão da alta nos valores da farinha.
Aliado à alta do dólar, outro fator que pode influenciar os preços é a quantidade do estoque nacional.
As lavouras, concentradas no Sul, vão diminuir de tamanho neste ano devido à opção de agricultores paranaenses pelo cultivo do milho no inverno. A Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) prevê que a safra recue 10%. Os triticultores reclamam dos custos de produção.
O Rio Grande do Sul, que assumirá a liderança no cultivo do cereal, viu parte de sua última safra deixar o mercado interno por conta de um programa de exportações do governo federal.
Neste ano, o trigo exportado por meio do “prêmio de escoamento da produção”, uma modalidade de leilão, chegou a 1,2 milhão de toneladas, equivalente a 20% do total produzido no país. Em 2011, o total foi de 413 mil toneladas.
O presidente do sindicato gaúcho, José Antoniazzi, afirma que essa situação colabora para o aumento dos preços. “Estamos sentindo a escassez do produto. Com a intervenção governamental, ficou menos trigo em casa. A soma de fatores acaba dando esse aumento.”
Mesmo com queda das compras do trigo de fora até abril, a Conab prevê aumento das importações neste ano.
Para o conselheiro da Associação Brasileira da Indústria do Trigo Lawrence Pih, que é presidente do Moinho Pacífico, não haverá escassez no mercado nacional.
Isso apesar de a Argentina também estar diminuindo a produção devido a disputas entre o governo e ruralistas.
“Possivelmente virá mais trigo do Uruguai e do Paraguai”, afirma Pih.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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